Embora seja mais frequente falar da tecnologia que guardamos no escritório ou nos bolsos, não há nenhuma divisão em casa que consiga vencer a cozinha quando o assunto são os utensílios à disposição. Desde os instrumentos que cumprem as tarefas mais simples às mais complicadas.



Se falarmos em cozinhas modernas, recuando 50 anos, depressa chegamos ao aparecimento do micro-ondas. Avançamos para o período atual e a inovação está nos robots multifunções e se pularmos até 2025 o protagonismo será das impressoras de comida em 3D.



Ainda pode soar um pouco a ficção científica, mas os presentes na primeira Conferência 3D Food Printing, na Holanda, acreditam que estas impressoras vão fazer parte das cozinhas do futuro. Na conferência foram divulgadas as últimas e mais inovadoras novidades da área, incluindo as da empresa holandesa ByFlow, que consegue criar caviar a partir de gelatina de fruta.



“Vamos voltar ao tempo em que os micro-ondas chegaram às cozinhas e as pessoas diziam que não iam aquecer a comida no micro-ondas porque não compreendiam o seu funcionamento. Esta é uma tecnologia diferente mas com o mesmo conceito. Assim que as pessoas aceitarem mentalmente este conceito na cozinha vão começar a imprimir a comida”, afirmou Marcio Barrades, responsável de vendas da ByFlow.



Embora ainda não se saiba quando a impressora chegará ao mercado sabe-se que é multifunções, ultraportátil e que utiliza a tecnologia  de modelagem por deposição de material fundido (FDM). E, para além disso, terá espaço para inserir um cartão SD.



Do tablet e do smartphone para o prato

A start-up alemã Print2Taste, também apresentou no colóquio o seu mais recente conceito de plug and play. O utilizador desenha uma forma simples, num tablet ou smarphone, que é depois impressa utilizando uma substância de gelatina doce. O resultado, dizem os investigadores, vai além de um produto com aspeto atrativo pois poderá ser adaptado às necessidades alimentares de cada um.



“Depende sempre da pessoa, por isso é que é personalizado”, disse Melanie Senger, criadora do conceito da Print2Taste. “Se alguém tiver falta de vitamina D pode adicionar um pouco, se alguém tiver outra deficiência, de um outro nutriente que não esteja a ingerir, pode adicionar um pouco de energia na forma de proteínas ou de gordura”.







Ao contrário de outras impressoras de comida, esta start-up planeia vender tanto a impressora, a que chamou Bocusini, como um kit que transforme uma impressora 3D normal numa impressora de comida. E para garantir condições para desenvolver o projeto vai procurar financiamento através do Kickstarter a partir de 12 de maio.



Embora a indústria de impressão de comida em 3D esteja apenas a nascer estão em curso vários testes e provas feitos por empresas e empreendedores que não imaginam as cozinhas do futuro sem este tipo de equipamentos. Será que, em 2025, se terão tornado tão populares quanto o micro-ondas?


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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