Os esforços feitos pelos diversos Estados-membros para alcançar os objectivos traçados na Agenda Digital são satisfatórios, mas há que trabalhar mais para garantir a adequada protecção das infra-estruturas críticas de ciberataques em larga escala e quebras de serviço, diz um relatório de acompanhamento da Comissão Europeia.


O relatório sublinha que a segurança das infra-estruturas críticas é um aspecto vital para que pessoas e empresas confiem nas redes digitais, pelo que esta terá de ser uma prioridade para a agenda digital.


O documento indica que são necessárias mais acções nesta área, nomeadamente no que se refere a criar uma rede eficiente de resposta a emergências - Computer Emergency Response Teams (CERTs), objectivo que estabelece para 2012.


A análise à situação dos diversos países revela que a maioria dos Estados-membros já criaram equipas de emergência para responder a eventuais ameaças informáticas às suas infra-estruturas críticas. Nota-se igualmente que a colaboração entre Estados-membros também aumentou, mas a CE quer que essa tendência se intensifique.



Assim, entre as próximas medidas a implementar define o relatório que todos os países que ainda não tenham equipas de resposta de emergência a incidentes devem criá-las até final de 2012. Com o mesmo deadline deve definir-se um plano europeu de contingência, apoiado nos diversos planos nacionais.



Esta estrutura internacional terá como missão a realização de simulações que permitam testar a capacidade de resposta a ataques, bem como monitorizar a segurança de tecnologias emergentes como o cloud computing, por exemplo.


Define-se ainda que devem ser estabelecidas parcerias nesta área com países não europeus e promovido um diálogo internacional sobre o assunto. A promoção de princípios globais sobre estabilidade e resiliência das redes também é defendida no relatório. Sobre este tema vale aliás a pena sublinhar que, um estudo divulgado pela ENISA na última segunda-feira, mostra que as organizações europeias têm um longo caminho a percorrer nesta área.



Numa nota de imprensa a Comissão Europeia frisa que acontecimentos recentes comprovaram a urgência de aplicar medidas eficazes nesta área, dando uma resposta rápida a ataques que se revelam cada vez mais sofisticados.



Um exemplo referido é o ataque às redes do ministério francês das finanças no final do ano passado. São também referidos os ataques ao sistema europeu de negociação de emissões de carbono ou à própria comissão.

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