O objectivo era "sensibilizar os consumidores" para os problemas decorrentes da pirataria informática, explica Alexandre Bravo, director executivo da Associação do Comércio Audiovisual de Portugal - que organizou o protesto.
Entre as 14h de ontem e as 14h de hoje foram muitos os transeuntes surpreendidos pelo aparato instalado em plena Praça Luís de Camões, no Chiado (Lisboa) que manifestaram o apoio à causa - embora alguns tenham também confessado prevaricar no conforto do lar, admitiu Alexandre Bravo, em conversa com o TeK.
O responsável diz que a acção registou uma "boa receptividade" junto do público, colhendo o "apoio de pessoas de todos os quadrantes", de associações de defesa dos direitos de autor a artistas, passando pela Associação Portuguesa de Imprensa, exemplificou.
Em sinal de protesto, a associação distribuiu 2.174 DVDs por quem passou pela praça lisboeta (todos os que tinha levado para o efeito), sacou "entre 6 e 8 filmes" e assegurou a vigília mesmo durante a noite, com 6 pessoas no local em permanência - que em momento algum foram interpeladas pelas autoridades.
A acção "foi um sucesso mas não podemos parar, há muito trabalho a seguir", acrescentou o presidente da ACAPOR, realçando a necessidade de "pressionar o poder político para encontrar e por em prática soluções para a situação actual", que acredita ser lesiva tanto para as pequenas como para as grandes empresas.
Questionado sobre propostas concretas na área, falou na necessidade de regulamentar, e em "soluções que se consigam enquadrar no nosso ordenamento jurídico para preservar a propriedade intelectual".
Apesar de em declarações anteriores ao TeK o responsável ter considerado a lei portuguesa suficiente (realçando apenas a necessidade de aplicação da mesma), durante a conversa de hoje não descartou uma solução que passe por medidas mais drásticas, referindo-se à transposição da directiva recentemente aprovada pela Comissão Europeia que contempla a possibilidade da criação de legislação nacional que preveja o corte do fornecimento de Internet.
"Soluções muito radicais são de evitar mas devem ser aplicadas em situações que sejam também elas muito radicais", defende Alexandre Bravo. "O cruzamento da solução espanhola com a francesa parece-me feliz, o que não pode é continuar esta anarquia", afirmou a título pessoal.
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