A União Europeia tem em curso uma investigação contra a Google que dura há três anos. Em causa está a posição dominante da tecnológica norte-americana que lhe permite alegadamente exercer práticas anticoncorrenciais sobre os rivais. Agora surgem relatos de que a UE pode estar a mascarar o final da investigação.

As teorias aparecem depois de a mais recente vaga de propostas da Google ter sido tornada pública, através do vazamento de documentos, e de até o questionário feito aos mais de 120 contra-interessados também ter sido divulgado. O "furo" na informação foi feito por alguém que considera que ultimamente o processo tem sido conduzido de forma pouco transparente.

Escreve a PCWorld que a fonte da informação considera que o responsável europeu para a área da concorrência, Joaquín Almunia, quer fechar o caso rapidamente, "atrás das cortinas", antes das eleições europeias do próximo ano.

As queixas apresentadas consideram ainda que o questionário enviado aos contra-interessados é curto para o caso em questão e que as empresas queixosas não tiveram acesso a informação privilegiada que a União Europeia teve - como taxa de acessos aos serviços rivais a partir do Google.

No início de outubro Joaquín Almunia revelou à imprensa que as novas propostas da Google endereçam os problemas levantados pelos rivais. "Chegamos a um momento chave neste caso. Agora com melhorias significativas na mesa penso que temos a possibilidade de trabalhar juntos outra vez", disse na altura o responsável europeu citado pela Reuters.

Na altura Joaquín Almunia apontava para um provável desfecho do caso antes da primavera de 2014.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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