O número de casos de burla online registados em Portugal durante o primeiro semestre de 2009 já ultrapassam o volume de processos e o valor apurado em idêntico período do ano passado, segundo a Polícia Judiciária.

Os dados, divulgados pelo Diário Económico, indicam que a fraude através de phishing nos primeiros meses de 2009 atingiu os 1,8 milhões de euros, num aumento de 20 por cento face ao ano passado, valor que se refere apenas às burlas contabilizadas na região de Lisboa.

Na origem deste aumento estão, segundo o inspector-chefe da Polícia Judiciária, Rogério Bravo, factores de ordem técnica, social e cultural. Segundo o responsável da PJ, em declarações ao jornal, os antivírus estão a perder eficácia, registando-se também falta de cuidado e conhecimentos.

Aliado a estes factores está igualmente a crise económico-financeira, que leva a que cada vez mais pessoas arrisquem a cedência da sua conta bancária em troco de uma percentagem, aliando-se a outro tipo de burlas: os esquemas de branqueamento de capitais, alerta o responsável.

Rogério Bravo deixa ainda um reparo relativamento ao investimento dos bancos, que na sua opinião têm vindo a evitar custos, "demorando na adopção da cifragem forte".

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