O centro chinês de informação de redes na Internet revelou que no final de 2009 estavam registadas no país 1,91 milhões de sites. O número representa um decréscimo de 41 por cento, face aos 3,23 milhões registados no ano passado.


O próprio centro admite que o decréscimo no número de páginas de Internet registadas no final de 2010 se deve à "gestão de segurança" que tentou fazer ao longo de todo o ano.


Como foi divulgado nos últimos meses, várias foram as medidas que a China levou a cabo para conter o surgimento de páginas que alojem conteúdos menos favoráveis ao regime de Pequim. Para além da habitual fiscalização intensa ao ciberespaço entraram em vigor diversas normas aplicáveis a quem pretende criar uma página pessoal na Internet, restringindo fortemente esta opção a quem não está autorizado pelo Estado ou ao serviço de uma empresa autorizada a assegurar uma presença online.


A forte campanha das autoridades contra os conteúdos digitais pornográficos ou impróprios também terá contribuído para a redução drástica do número de páginas de internet registadas no país.

Números divulgados recentemente indicavam que no âmbito desta campanha, que demorou cerca de um ano, foram encerradas 60 mil páginas de Internet e eliminados 350 milhões de documentos, fotografias e vídeos.


De acordo com dados do organismo chinês, dos 1.300 milhões de habitantes chineses, em 2010 457 milhões acederem à Internet. Perto de dois terços dos internautas usaram os seus dispositivos móveis para aceder à rede e 46 por cento fizeram-no através do PC.


Outro dado curioso, entre os números apresentados pelo organismo oficial é o facto do número de compradores online estar a aumentar a bom ritmo no país. Cresceu em 49 por cento o número de compradores online no país em 2010, para 161 milhões.

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