Entre as medidas previstas está o acesso aos registos de utilização da Internet dos cidadãos britânicos sem que seja necessária qualquer autorização judicial prévia.

Com a aprovação da lei, as operadoras de telecomunicações terão de registar toda e qualquer página visitada pelos utilizadores e guardar esses dados durante 12 meses.

O projeto-lei prevê também a recolha de grandes volumes de comunicações e outros dados pessoais pelas agências de segurança britânicas, bem como a utilização de “equipamentos com poderes de interferência”, ou seja, dispositivos que permitam “invadir” computadores e telefones, quando estejam em causa a segurança nacional e o bem-estar económico do país.

Segundo as declarações da responsável pela pasta da Administração Interna no Reino Unido, Theresa May, citada pela imprensa local, a revisão cria uma legislação única, tornando a cibervigilância do país a mais aberta e transparente do mundo.

Theresa May terá admitido ainda publicamente, pela primeira vez, que o governo britânico pedia dados de utilizadores aos ISPs e operadoras de telecomunicações desde 1994, o que terá permitido impedir uma série de ataques, incluindo um plano em 2010 que tinha como alvo a Bolsa de Londres.

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