A PJ de Coimbra está a receber cada vez mais queixas de fãs dos U2 que afirmam ter sido burlados numa venda de bilhetes para o concerto da banda irlandesa através da Internet. Embora não se conheçam números de quantas pessoas poderão ter sido afectadas, a promotora dos concertos em Portugal admite que esta pode ser a maior burla de sempre no mundo do espectáculo.

A informação é hoje avançada pelo Jornal de Notícias, que cita Álvaro Ramos, da Ritmos & Blues e uma fonte da Polícia Judiciária.

De acordo com o Jornal, os concertos agendados pelos U2 em Coimbra para 2 e 3 de Outubro, assim como os outros da actual digressão da banda irlandesa, deram origem a uma burla de enorme dimensão com a venda de bilhetes em sites Internet, que os compradores nunca chegaram a receberam em casa.

As denúncias recebidas pela PJ incidem sobre compras nos sites worlwideticketstore.com e euroeventsandhopitality.com, mas o JN cita também o site U2010tickets.com, entretanto desaparecido da Web, como um dos que fez também muitas vítimas, que pagaram os bilhetes com cartão de crédito.

Centenas de queixas espalhadas em sites nacionais e internacionais dão uma ideia da dimensão da fraude, que poderá atingir as milhares de vítimas. Álvaro Ramos, da Ritmos & Blues, promotora dos concertos em Portugal, justifica o facto pela popularidade da banda, lembrando que os bilhetes para os concertos em Coimbra esgotaram em sete horas.

Muitas das burlas aconteceram ainda em 2009, apesar dos avisos que foram feitos para que os fãs se limitassem à compra dos bilhetes aos balcões e sites autorizados.

Recorde-se que os bilhetes para estes concertos custavam – nas redes legais - entre 30 e mais de 100 euros, com a média de valores por bilhete a rondar os 70 euros. Os últimos mil ingressos, colocados à venda esta semana, custavam entre 125 e 260 euros, tendo esgotado em poucas horas.

A PJ admite que há poucas hipóteses dos burlões serem apanhados, explicando que normalmente o alojamento destes sites "é feito em países longínquos ou que dificilmente cooperam com autoridades de outros países", e o dinheiro poderá já ter sido transferido para contas em offshore, adiantou uma fonte da Polícia Judiciária ao JN.

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