A investigação da Comissão Europeia às práticas de pesquisa da Google já se arrasta há quase três anos, e aparentemente sem haver ainda final à vista.

A Google tinha avançado em janeiro com um conjunto de propostas para tentar contornar uma possível multa, um documento que foi aberto a discussão pública mas que já gerou reações de desagrado de vários concorrentes e também de um grupo de utilizadores, que pedem sanções mais pesadas.

Entre os "remédios" propostos pela Google passava a proposta de classificar os seus próprios serviços nos resultados das pesquisas, mas também diferenciar visualmente os links promocionais que apresenta nos resultados de pesquisa, assim como apresentar links de três serviços de busca concorrentes.

Entre as críticas apresentadas a esta proposta estão a do site de comparação de preços Foundem e do serviço de mapas Hotmaps, que afirmam que a proposta vai obrigar os concorrentes da Google a rivalizar entre si e a gastar mais em publicidade, aumentando a dependência face à gigante da Internet.

Inicialmente o prazo de respostas à consulta pública tinha sido definido para 26 de maio, mas a comissão europeia acabou por o estender a 27 de junho, na sequência de pressões das empresas.

Depois de analisar as respostas das empresas que participarem na consulta pública a Comissão Europeia deverá então pronunciar-se, mas Joaquin Almunia, comissário da concorrência, afirmou ontem no parlamento que "não posso antecipá-lo formalmente, mas é quase 100% certo que vamos pedir à Google: devem melhorar a vossa proposta", adianta a agência Reuters.

Recorde-se que nos EUA a Google também mudou algumas práticas do motor de busca para evitar uma condenação da FTC, que não chegou a avançar. O caso mereceu a crítica de várias empresas que tinham participado na queixa apresentada ao regulador norte-americano.

Android, o processo que se segue

Joaquin Almunia também se pronunciou sobre a possibilidade da Comissão Europeia abrir uma investigação formal relacionada com o sistema operativo Android, afirmando que ainda não há uma decisão.

"Recebemos uma queixa formal relacionada com alguns aspetos do ecossistema Android. Estamos a trabalhar nisso. Ainda não decidimos se vamos ou não abrir uma investigação formal", explica.

No mês passado a Microsoft e a Nokia, através do grupo Fairsearch Europe, entregaram uma queixa à Comissão Europeia, acusando a Google de bloquear a concorrência no mercado móvel.

Segundo informação do Fairsearch Group, esta nova queixa foi entregue ao executivo europeu porque a Google estará a usar o sistema operativo móvel para conseguir vantagens em aplicações chave, desenvolvidas pela empresa, aproveitando o domínio do Android e o facto do sistema equipar 70% dos telemóveis que chegam atualmente ao mercado.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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