A conferência de eLearning Lisboa 07 arrancou esta manhã, dando início ao maior evento sobre o tema já realizada em Portugal e que reúne mais de 1800 congressistas e 84 oradores nacionais e internacionais.

Na sessão de abertura Carlos Zorrinho, presidente da conferência e coordenador nacional da estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, sublinhou que este evento surgiu de uma necessidade sentida pela sociedade portuguesa e europeia e que foi impulsionado pelos organismos públicos, em parceria com várias empresas e instituições privadas.

"No século XXI aprender tem de ser tão natural como respirar. Respiramos porque vivemos num ambiente rico em oxigénio, temos de ter um ambiente rico em conhecimento", lembrou Carlos Zorrinho, acrescentando que o conhecimento é a principal fonte de valor e tem que estar em permanente actualização.




A nova Agenda de Lisboa que esta semana vai estar em discussão na cimeira informal da que decorre em Lisboa no âmbito da Presidência portuguesa da União Europeia tem como um dos eixos fundamentais a formação, mas tem um eixo basilar, que é a motivação. "As políticas públicas podem encorajar, mas não substituir [a motivação]. Para que essa atitude seja criada a aprendizagem tem de ser um processo amigo do cidadão, tão natural como respirar e ubíqua, com vários mecanismos de acesso", admitiu o responsável.

Vieira da Silva e Pedro Silva Pereira, ministros do Trabalho e Solidariedade Pessoal e da Presidência, sublinharam igualmente a necessidade de investir na qualificação e agilizar os processos formativos, que estão na base de alguns programas desenvolvidos pelo Governo mas que devem ser reforçados.

Propostas práticas a vários níveis

Recriando o espírito de acção que na sessão de abertura se quis imprimir às várias conferências plenárias e paralelas que estão agendadas para os dois dias do eLearning Lisboa 07, a segunda sessão da manhã foi pródiga de propostas práticas para tornar mais acessível e abrangente o eLearning, promovendo uma nova forma de ensinar e não simplesmente a transmissão de currículos e conteúdos para uma plataforma tecnológica para poupar custos.

Diogo Vasconcelos, da área de Business Solutions da Cisco, propôs a utilização dos meios de colaboração massiva disponibilizados pela Internet e o eLearning para discutir os grandes temas mundiais, como o aquecimento global, tornando todos os internautas participantes de uma discussão e formação sobre esta matéria.

Rogério Carapuça, Presidente e CEO da Novabase, avançou com cinco propostas que, na sua opinião, podem ajudar a familiarização dos utilizadores com as ferramentas de eLearning, potenciando também a vontade de aprender. A primeira proposta é dirigida à Administração Pública, que deverá incutir um espírito de vontade de aprender nos seus colaboradores de forma a que se tornem mais competitivos, dinamizando o acesso a ferramentas de eLearning para que possam aumentar os seus conhecimentos.

A par desta proposta, Rogério Carapuça adianta ainda que os manuais - que já ninguém lê - deveriam ser substituidos por lições de eLearning, poupando papel e introduzindo a ferramenta a todas as pessoas em vez de a limitar aos alunos. Em jeito de recomendação o CEO da Novabase aconselha ainda as empresas a estabelecer uma cultura de mérito nas empresas, de forma a que as pessoas sintam a necessidade de serem mais eficientes e continuarem a aprender ao longo da vida.

Nesta lista de cinco propostas Rogério Carapuça termina com uma dirigida ao Governo Local, que propõe a adaptação dos conteúdos ao nível das necessidades e problemas dos utilizadores locais, criando também uma forma de ligação com os cidadãos.

"São cinco coisas que ajudam as pessoas a ser mais competitivas usando as TIC e a querer aprender, o que é necessário para que explorem estas ferramentas", salienta o presidente e CEO da empresa.

Em jeito de resumo, Claudio Dondi, moderador deste debate e presidente da Scienter, conclui que as propostas dos participantes da sessão vão no sentido de que o eLearning se desenvolva de forma completamente diferente da que é a formação offline. "Devemos associar o eLearning à inovação e não apresentá-lo como uma forma mais barata de fazer a mesma formação", refere.

Claudio Dondi avança também com uma proposta: o eLearning é demasiado importante para ser deixado nas mãos dos ministros da educação. "A definição do eLearning e a sua utilização devem ser decididos de forma mais alargada, envolvendo toda a sociedade".

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