Confirmando conclusões idênticas de uma série de estudos já realizados em Portugal, a Anacom acaba de comunicar os resultados de um estudo sobre o consumo de Internet. A análise mostra que em Janeiro deste ano 26 por cento dos lares portugueses tinham acesso à Internet em banda larga, 35,3 por cento tinham outro tipo de ligação Internet e 51 por cento estavam equipados com computador pessoal.

Apesar do crescimento dos números, verificado sobretudo nas ligações de banda larga pela migração de utilizadores de dial-up para este acesso mais rápido, existem ainda barreiras a ultrapassar, nomeadamente em termos de interesse na ligação e na posse de computadores pessoais. Segundo os dados do inquérito, 38,3 por cento revelava não ter interesse na Internet ou considerava este acesso supérfluo, enquanto 34 por cento referia a ausência de um PC.

A Anacom diz ainda que 8,6 por cento dos inquiridos indicava o preço como uma barreira para contratarem acesso à Internet, sendo que na análise aos clientes de acesso em banda larga essa percentagem é de 23 por cento.

ADSL domina na banda larga

A banda larga é já o meio de ligação de 74 por cento do total de acessos à Internet e, tal como mostram os números fornecidos pelos operadores, e compilados pela Anacom, o acesso ADSL é predominante, sendo referido por 47,2 por cento dos inquiridos, seguindo-se o cabo, com 46,6 por cento.

Três por cento já usa acessos móveis de terceira geração, sendo que 1,5 por cento tem cartão 3G wireless e os restantes usam o telemóvel como meio de ligação. A tecnologia Powerline Communications (PLC) é ainda utilizada em 1,3% dos lares.

O perfil do utilizador de banda larga é traçado como jovem, urbano e com um nível de educação superior, exercendo uma profissão liberal ou sendo um quadro superior, pertencendo às classes A/B.

Satisfação elevada


O mesmo estudo indica ainda que o nível de satisfação dos clientes com o serviço é elevado, com 88 por cento dos inquiridos a considerar-se satisfeito ou muito satisfeito. Apenas 8,8 por cento referem que este não corresponde às expectativas criadas.

A percepção de fiabilidade do serviço é igualmente elevada, assim como da transparência da facturação. Destaca-se ainda que os clientes da NetCabo são o que se mostram relativamente mais insatisfeitos com a velocidade, fiabilidade e transparência da facturação, diz a Anacom.

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