
"Ninguém quer fazer listas", constatou Mark Zuckerberg. A observação estará na origem da criação de uma nova funcionalidade para o Facebook, que vai introduzir a separação dos amigos por Grupos, com diferentes privilégios no que ao acesso à publicação de conteúdos concerne.
A novidade foi apresentada ao final da tarde de ontem, durante uma conferência de imprensa em que o fundador da maior rede social do mundo explicou que quer que os utilizadores do serviço se sintam confortáveis para partilhar mais conteúdos, e que uma parte importante desse trabalho passa por replicar online os vários graus de proximidade que existem também na vida real.
Quase toda a gente tem na sua lista de contactos pessoas com as quais tem maior e menor intimidade, a ideia parece ser a de tornar essa realidade mais fácil de gerir, separando conhecidos, amigos, colegas de escola, trabalho ou família por grupos, que terão acesso às publicações do utilizador à medida daquilo que ele lhes quer mostrar.
O objectivo é semelhante àquele que a empresa tinha introduzido com a possibilidade de criar listas (que o TeK explicou aqui), mas a verdade é que esse era um processo que exigia algum trabalho por parte dos utilizadores e, segundo Mark Zuckerberg, apenas cinco por cento dos mais de 500 milhões de membros do serviço estavam a recorrer a ele.
A nova característica do Facebook tem vindo a ser preparada, em segredo, durante os últimos dois meses, e começou a ser introduzida ontem, mas pode levar "alguns dias" a ficar disponível para todos os utilizadores, adiantou o CEO.
Os "Grupos" vão permitir a criação de páginas destinadas só a certas categorias de pessoas (os seus amigos, os seus familiares ou os seus vizinhos, por exemplo). Os membros do grupo podem publicar informação que só é vista por aqueles que também fazem parte desse círculo, organizar eventos entre si e trocar mensagens instantâneas (chat).
O responsável estima que a nova funcionalidade capte 80 por cento dos utilizadores da rede social, naquela que classifica como uma "mudança fundamental na forma como as pessoas vão usar o Facebook". Zuckerberg acrescentou ainda que acredita que o lançamento vai criar uma tendência, levando outras empresas a apostar em funcionalidades semelhantes, agrupando pessoas em função de interesses em comum.
Outras novidades apresentadas ontem passam pela possibilidade de os utilizadores descarregarem cópias digitais dos dados que guardam no Facebook (que podem ser usadas noutros serviços de media social, como os blogs, por exemplo) e pela introdução de um novo painel de controlo para gerir a informação pessoal que é usada pelos jogos, quizzes e aplicações baseadas na rede social.
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