O gabinete da Comissária para a Privacidade do Canadá vai voltar a investigar o Facebook por razões relacionadas com a salvaguarda da privacidade dos utilizadores, que, segundo queixas recebidas pelo organismo nos últimos tempos, terá ficado prejudicada com as alterações às definições de segurança introduzidas em Dezembro.

A decisão surgiu na sequência de uma queixa apresentada por um dos membros da rede social que foi depois subscrita por vários outros utilizadores, reportam vários meios de comunicação internacionais.

Os queixosos alegam que as novas ferramentas de privacidade, ao invés de facilitarem, dificultam a tarefa dos utilizadores na definição das opções de privacidade que querem ver aplicadas ao seu perfil, nomeadamente de quem pode ter acesso à informação por eles publicada.

"Alguns dos utilizadores do Facebook estão desiludidos com algumas mudanças introduzidas no site - mudanças que deveriam reforçar a sua privacidade e a protecção de dados pessoais", disse à imprensa Elizabeth Denham, a assistente que já tinha supervisionado o primeiro processo sobre o Facebook.

Esta é a segunda vez que aquele organismo investiga a rede social por questões relacionadas com a privacidade. Em 2008, o serviço foi objecto de averiguações depois de uma queixa de um grupo de alunos universitários do país.

A BBC afirma que as alterações introduzidas pela rede social em Dezembro surgiram, em parte, na sequência de recomendações do gabinete da Comissária para a Privacidade do Canadá, que aconselhou o Facebook a dar aos utilizadores mais controlo sobre quem teria acesso às suas actualizações de estado e dados pessoais, por exemplo.

Mas ao contrário do esperado, os utilizadores alegam que algumas das suas informações "chave" ficaram ainda mais expostas com as novas ferramentas de privacidade.

O Facebook afirma que as alterações introduzidas são fáceis de entender e estão de acordo com a lei, acrescentando ainda que foram levados a efeito "esforços sem precedentes" para tornar explicar aos utilizadores as mudanças introduzidas e as suas consequências.

A opinião não é, no entanto, consensual. Também nos Estados Unidos, e depois das críticas recebidas logo após a sua implementação, as novas ferramentas de privacidade deram lugar a uma acção que decorre actualmente na Comissão Federal do Comércio, intentada pelo Electronic Privacy Information Center.

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