No final de Março deste ano 26 por cento dos agregados familiares portugueses dispunham de acesso à Internet, para uma penetração de PCs nas famílias que rondava os 41 por cento, avança um relatório do Instituto Nacional de Estatística. Os números apresentados representam um crescimento de 25 por cento no uso de computador, ao longo dos últimos dois anos e de 33 por cento no uso da Internet, para o mesmo período de dois anos.



A região de Lisboa apresenta índices de posse e utilização mais elevados quer no que respeita ao PC, quer no que se refere à utilização da Internet, face ao resto do país. Cerca de 50,2 por cento dos inquiridos nesta região garantem dispor de PC e 33,4 por cento afirmam ter acesso à Internet. Na posse de PC o Algarve é a segunda região do país (com 41,6 por cento), na Internet essa posição é ocupada pelos Açores com 31,3 por cento.



No que respeita à utilização, Lisboa volta a liderar, tanto na utilização do PC (47,9 por cento), como na utilização da Internet (39,2 por cento). O Algarve ocupa o segundo lugar com 39,5 dos inquiridos a utilizarem computador e 27,9 por cento a utilizarem Internet.



Os inquiridos que não utilizam Internet apontam como principais factores o desinteresse face à tecnologia, os preços elevados e a falta de habilitações, por ordem decrescente (63 por cento, 56 por cento e 54 por cento). A estes factores junta-se a falta de conhecimento de línguas estrangeiras, resposta avançada por 34 por cento dos inquiridos.



Por faixa etária, cerca de 37 por cento dos utilizadores de PC estão entre os 16 e os 74 anos, destes 30 por cento usam também Internet. Para a maioria dos utilizadores de Internet a periodicidade de acesso à rede é diária (para 53 por cento), sendo feita a partir de casa ou do local de trabalho. O acesso ao PC as partir de casa é uma realidade para 70 por cento dos inquiridos. O lar volta a ser o local por excelência para acesso à Internet para 58 por cento dos inquiridos).



O tipo de ligação escolhida por metade das famílias é ainda a analógica, contra 33 por cento dos utilizadores que optam já pela banda larga.



O relatório apurou ainda que a utilização de PC e de Internet é tanto mais elevada quanto maior for a instrução dos inquiridos. Assim, entre os indivíduos com formação superior a proporção de utilizadores de computador e de Internet é de 92 por cento e de 84 por cento, respectivamente, enquanto junto dos indivíduos com nível de escolaridade até ao terceiro ciclo essa percentagem desce para 22 e 15 por cento.



A utilização do email permanece no top das razões para utilizar a rede, a par com a pesquisa de informação sobre bens ou serviços, respondem 80 por cento dos inquiridos. Metade dos utilizadores apontam a leitura de jornais e revistas como razão principal do acesso e um pouco menos (45 por cento) dão prioridade à pesquisa de informação em sites da Administração Pública.



As principais questões de segurança detectadas pelos utilizadores que navegaram na Internet foram o spam, para 31 por cento dos inquiridos e os vírus que provocaram perda de informação ou dados para 22 por cento dos inquiridos. Metade dos utilizadores garantem por isso ter tomado medidas preventivas com a instalação de antivírus ou firewalls.



O INE reserva um último capítulo ao comércio electrónico dando a conhecer que nos três primeiros mês do ano 3 por cento da população fez compras através da Internet, o que corresponde a 10 por cento dos utilizadores da tecnologia. Destes, 26 por cento gastaram entre 30 e 99 euros e 20 por cento entre 100 e 199 euros com as compras realizadas por esta via.



O cartão de crédito e o reembolso postal foram os meios de pagamento mais utilizado (acumulando 41 e 32 por cento das respostas) e os livros, música e material informático os produtos mais comprados.



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