O Conselho Superior do Audiovisual em França (CSA) quer que os serviços Web de partilha de vídeo sejam taxados para ajudar a financiar a produção de programas e filmes nacionais. O organismo quer equiparar plataformas como o YouTube e o DailyMotion a outros serviços de vídeo-on-demand, que já pagam impostos extraordinários.

A CSA considera que este tipo de plataformas profissionalizou-se na distribuição de vídeos online, firmando acordos e parcerias com grandes grupos mediáticos e editoras. Segundo a informação da Business Week, a criação de programação original e o facto de gerarem receitas são outros motivos que pesam a favor da taxa e contra os serviços online.

A entidade francesa considera ainda que o Facebook e outras redes sociais também podem vir a ser considerados como distribuidores de conteúdos, pelo que a taxa também poderá ser aplicada a estas plataformas.

De fora ficam os utilizadores "normais" que fazem uso destes serviços. O relatório original data de novembro de 2013, mas só foi tornado público na semana do Natal de 2013.

A "taxa cultural", como é chamada, tem vindo a ser trabalhada pelos reguladores e governantes franceses. Outra proposta que tem sido trabalhada diz respeito à taxação de dispositivos multimédia, como smartphones e leitores MP3. A proposta diz que 1% do dinheiro conseguido na venda dos equipamentos vai servir para financiar projetos culturais franceses.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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