O número de pedidos para remoção de conteúdos online apresentados por entidades governamentais é "alarmante". O alerta é dado pela Google, que revelou que nos últimos seis meses recebeu mais de 1.000 solicitações do género.

Os conteúdos visados vão de vídeos colocados no YouTube a resultados de pesquisas, refere a empresa, que afirma ter feito o que lhe foi pedido em mais de metade dos casos.

Os números fazem parte do do Global Transparency Report, uma análise bianual em que a companhia fornece dados sobre tráfego nos seus serviços, números de pedidos de remoção de conteúdos intentados por detentores de direitos de autor e Governos e informações sobre utilizadores pedidas por entidades governamentais e tribunais.

"Infelizmente, aquilo a que assistimos no último par de anos é preocupante e o cenário atual não é diferente", afirma uma responsável da Google, numa mensagem publicada no blog da empresa.

Os dados relativos a tráfego e pedidos de detentores de direitos de autor são atualizados quase em tempo real, mas os relativos a pedidos governamentais apenas de seis em seis meses, pelo que os agora revelados dizem respeito aos pedidos apresentados entre julho e dezembro de 2011, explica Dorothy Chou.

"Quando começámos a analisar estes dados, em 2010, também guardámos anotações sobre alguns dos temas mais interessantes por trás dos números. Reparámos que entidades governamentais de diferentes países nos pediam, por vezes, para retirar conteúdos políticos publicados pelos utilizadores dos nossos serviços. Esperávamos que fossem exceções. Agora, sabemos que não é assim", afirma a responsável.

De acordo com a Google, a empresa recebeu 461 ordens do tribunal para remover 6.989 publicações, 68% das quais foram efetivamente eliminadas. Atendeu ainda 546 pedidos informais, assentindo em remover 46% dos registos.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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