“É importante humanizar as redes sociais e as contas profissionais com conteúdos mais mundanos e são esses que provocam maior interação”. A opinião é de João Gata, blogger e podcaster na área da tecnologia, que à conversa com o SAPO TeK destacou a importância das redes sociais, não só a nível profissional como pessoal.

Para além da tecnologia, João Gata trabalha também noutra área que, mais do que nunca, e em plena pandemia, parece estar interligada com o mundo de inovação: a saúde.  No caso do setor tecnológico, criou o Xá das 5, aquilo que define no Facebook como “um podcast que foi blog e que se assume como indispensável para todos quantos gostam de tecnologia, gadgets e ideias meio maradas”.

Neste caso, e ao nível das redes sociais, João Gata explica que o Xá das 5 é quase completamente trabalhado no Facebook. O YouTube e Instagram acabam por ser uma aposta mais “rara”, com o formato podcast a ser a prioridade e que força as publicações no blog.

“O Facebook é, sem dúvida, o mais trabalhado e onde publico muito material que não tem espaço no blog”, explica. Por outro lado, o canal do YouTube não é muito ativo, uma vez que o podcaster optou, em tempos, em diversificar com sub-brands, dando lugar ao Voicebox e ao Analista, aposta que acabou por não resultar.

“Daí ter apostado no formato podcast onde tenho vindo a tentar e experimentar algumas fórmulas”, garante. Ainda assim, e mesmo depois de 100 episódios, mostra-se exigente em relação ao futuro: “Não estou satisfeito e quero evoluir ainda mais”.

As redes sociais e a gestão da vida profissional e pessoal

E o que leva João Gata a apostar nas redes sociais? A razão, no caso dos Xá das 5, prende-se em atualizar diariamente a plataforma e aproveitar um canal aberto com os fãs ou assinantes, onde considera que “a comunicação é mais fácil e direta”. O Facebook é ainda útil para João Gata promover artigos e episódios, como também passatempos. E “até para provocar os leitores com questões que julgo interessantes", explica.

Em contraste, o Festival Mental, com a Direção-Geral da Saúde como co-produtora, através do Programa Nacional da Saúde Mental, “é trabalhado em todas as redes”, garante. O Facebook e o Youtube são as grandes apostas.

Numa altura em que a COVID-19 está a ter, inevitavelmente, influência na saúde mental dos portugueses, a opção foi lançar as MTalks 4 ALL, com 65 entrevistas publicadas no canal de YouTube do Festival Mental. A edição de 2020 do evento ainda está a ser trabalhada, desenrolando-se entre final de setembro e meio de outubro, mas para já estão garantidas estas conversas até final de junho. “Com uma grande surpresa reservada para o seu último dia”, garante.

Com esta iniciativa, a par das habituais e anuais M-Talks, o canal de Youtube do Festival registou um crescimento significativo. “Duplicámos o número de assinantes e o tempo de visualização disparou”.

O Instagram também não está a ser esquecido, com as MTalks 4ALL a serem também disponibilizadas nas contas de alguns parceiros, como a Associação Mutualista Montepio. O canal IGTV do próprio Mental vai também ser outro meio de divulgação e, se a pandemia impossibilitar o evento físico, está a ser preparado para funcionar através das plataformas online. “Todo o site oficial está também a ser refeito a pensar nisso”, explica.

Quanto à utilização das redes sociais a nível pessoal, João Gata considera ser “importante humanizar as redes e as contas profissionais com conteúdos mais mundanos", que na sua opinião provocam maior interação. De acordo com  oblogger, o target gosta de saber que “por trás daquela imagem, daquele logotipo, estão pessoas que também têm vida, interesses, momentos bons e menos bons”. “O nome passa também a ser um produto sem, no meu caso específico, sê-lo”, conclui.

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