No final da primeira metade de 2003, 38,3 por cento dos lares portugueses possuíam computador e 21,7 por cento tinham acesso à Internet, indica o "Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias", realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pela Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC)no passado mês de Junho e que reporta ao período compreendido entre os meses de Março e Maio.



Os agregados de Lisboa e Vale do Tejo eram os que, no final do segundo trimestre de 2003, apresentavam níveis de posse mais elevados, acima da média nacional, respectivamente, 44,7 por cento e 26,9 por cento. Por outro lado, a região do Alentejo detinha as taxas mais baixas de posse de computador (31,1%) e de acessos à Internet (16,6%).



No que diz respeito à utilização dada ao computador e à Internet, os resultados do inquérito dão conta de que cerca de metade da população portuguesa com idade entre os 16 e os 74 anos já recorreu a um computador e que 32,4 por cento já se estreou na Web.



Considerando os três meses de referência a que reporta o estudo - Março, Abril e Maio -, a proporção de utilizadores de computador é de 36,2 por cento dessa mesma população, sendo a de utilizadores Internet de 25,7 por cento, ou seja, respectivamente, mais de um terço e cerca de um quarto da população naquele grupo etário.



À semelhança do que acontece com a posse, também a utilização dos meios em análise é superior na região de Lisboa e Vale do Tejo – 43,7 por cento para o computador e 32,3 por cento para a Internet. Segundo o referido pelo INE, é na Região Autónoma dos Açores que se registam os níveis de utilização mais baixos do país, quando 29,2 por cento da população residente diz ter utilizado computador e 19,7 por cento afirma ter acedido à Internet durante aqueles três meses.



Os jovens mostram ser os maiores adeptos na utilização das tecnologias em causa, quando mais de 70 por cento dos indivíduos do escalão etário entre os 16 e os 24 anos utilizaram computador e 56 por cento navegaram pela Internet no período de referência.



Ao nível da condição perante o trabalho, os estudantes e os empregados são quem apresenta os valores mais elevados de utilização, respectivamente, 96,9 por cento e 41,6 por cento para o computador e 83,5 por cento e 28,2 por cento para a Internet. Se observarmos os resultados apurados atendendo às habilitações literárias, os indivíduos que têm níveis de ensino superior e secundário foram os que mais recorreram aos meios em causa.



A casa e o local de trabalho surgem como locais de eleição para o uso quer do computador quer da Internet, com 71,2 por cento e 53,7 por cento no primeiro caso e 57,1 por cento e 48,9 por cento no segundo. Dos utilizadores de computador, 23,1 por cento utilizaram-no na escola/universidade e 27,9 por cento noutros locais.



Os estabelecimentos de ensino foram os locais de acesso à Internet para
25,8 por cento dos que estiveram online nos últimos três meses, enquanto 21,5 por cento tiveram acederam a partir de casa de familiares ou amigos. A opção "outros locais" foi escolhida por 10,9% e entre eles destacam-se as bibliotecas públicas, os cibercafés, bem como outros serviços públicos.



A maioria dos que utilizaram computador e Internet fê-lo numa base diária - respectivamente, 67,7 por cento e 50,4 por cento. No que respeita à última, refira-se que 34,8 por cento dos utilizadores acedeu pelo menos uma vez por semana.



Os resultados do estudo revelam ainda que grande parte dos inquiridos usa a Internet para pesquisar informação sobre bens e serviços. A recepção e o envio de emails surge em segundo na lista de preferências, enquanto cerca de metade dos utilizadores inquiridos costuma aceder a sites de jornais e revistas online. Já 43,4 por cento mostra o seu gosto pelos jogos online ou pelo download de jogos, música, vídeo e imagens. Dos dados apurados neste capítulo, o INE realça que 38 por cento dos internautas se ligou às autoridades ou serviços públicos no sentido de obter informações através de sites de organismos da Administração Pública.



Nos três meses de referência, apenas nove por cento dos utilizadores Internet efectuaram compras online para uso privado (utilização fora da actividade profissional), onde o cartão de crédito ou de débito foi o meio de pagamento mais utilizado.



Serviços financeiros, livros, bilhetes para espectáculos, viagens e
alojamento e filmes ou música ocupam, por esta ordem, as cinco primeiras posições da tabela de bens e serviços preferidos nas compras através da Internet.



Dos indivíduos que não recorreram ao comércio electrónico entre Março, Abril e Maio, 10,6 por cento afirmaram já ter ido essa experiência. Entre aqueles que nunca efectuaram compras online as razões mais apontadas são a preferência pelo contacto pessoal com o vendedor e produto (83,6%), a força do hábito/fornecedores habituais (60,9%), o facto de não terem necessidade (59,4%), a preocupação em fornecer os dados do cartão de crédito (44,0%) e com a divulgação de dados pessoais (40,8%).




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