Um inquérito realizado pelo INE - Instituto Nacional de Estatística, com a colaboração da UMIC - Unidade de Missão Inovação e Conhecimento revela que 78 por cento das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores dispõem de ligação à Internet. Segundo os mesmos dados a banda larga é utilizada por mais de metade destas entidades, em detrimento das ligações dial up que vêm decrescendo (51 por cento dos inquiridos dispõe de uma ligação DSL, contra 35 por cento com ligações dial up).



Ainda no que respeita ao tipo de ligação à Internet o relatório diz que apenas 4 por cento das empresas usam ligações sem fios e que 26,5 por cento usam ligações RDIS. Cerca de 66 por cento das empresas usam ligações superiores a 128 Kbps e apenas 5 por cento usam ligações superiores a 2 Mbps.



A utilização da Internet aumenta nas empresas com mais de 50 empregados. Aqui 96 por cento dos inquiridos afirmam estar ligados à rede, já nas empresas com menos de 50 empregados a taxa de utilização ronda os 74 por cento. No total da amostra a utilização do email ronda os 73 por cento.



A presença na Internet torna-se regra à medida que a dimensão da empresa vai aumentando. Nas organizações de média dimensão - aquelas que têm entre 50 e 249 empregados - metade afirmam dispor de um website, uma percentagem que desce nas pequenas empresas - entre 10 e 49 empregados - onde apenas um quarto dispõem de site. Nas empresas com mais de 250 empregados a presença na Internet tem uma taxa de 100 por cento.



Por áreas de actividade, o relatório demonstra que as empresas da área financeira são as que mais utilizam as tecnologias da informação e comunicação, por oposição às empresas da área da construção, onde a utilização das TIC não vai além dos 62 por cento. No que respeita à disponibilização de site apenas 15 por cento dos inquiridos na área da construção responde positivamente, enquanto a utilização do email atinge os 62 por cento das empresas da área.



Empresas da área financeira usam mais a Internet para interagir com organismos públicos


Nas empresas da área financeira (que integram o grupo Outras Actividades de
Serviços Colectivos, Sociais e Pessoais, Alojamento e Restauração, Actividades Imobiliárias, Alugueres e Serviços Prestados às Empresas) o relatório revela que a generalidade dispõe de computador e que 95 acedem à Internet, enquanto pouco mais de metade (54 por cento) têm site na Internet.



Esta mesma relação é válida para as taxas de interacção entre empresas e organismos públicos. O grupo de empresas da área financeira apresenta taxas bastante elevadas de utilização deste canal para interagir com os serviços públicos. Cerca de 95 por cento garante faze-lo. Por oposição as empresas na área da construção são as que menos utilizam este canal para se relacionarem com organismos públicos. Apenas 47 por cento o fazem.



No que respeita a este critério de análise, o relatório sublinha ainda que a utilização do canal Internet com este objectivo é tanto maior quanto a dimensão da empresa. A principal razão do contacto, para a generalidade das 2809 empresas inquiridas, é a obtenção de informação (89 por cento), seguida pelo preenchimento e submissão de formulários online (88 por cento) e pela necessidade de obtenção de formulários (para 82 por cento).



Segurança preocupa 74% dos inquiridos

A segurança é já uma preocupação para 74 por cento das empresas com mais de 10 empregados que na sua maioria recorrem à verificação de vírus e adopção de software de protecção, como primeira medida de prevenção (para 69 por cento das empresas). Os firewalls e servidores seguros aparecem em segundo lugar sendo uma opção para 30 e 29 por cento das empresas. A assinatura digital como mecanismo de autentificação é apenas usada por 6 por cento dos utilizadores.



O comércio electrónico nas empresas é também abordado no relatório do INE, embora com valores referentes a 2003. Relativamente a este tema o documento apura que 21 por cento das empresas não financeiras com dez ou mais trabalhadores realizaram operações de comércio electrónico: 16 por cento para vendas e 6 por cento para realização de encomendas online.



Nas empresas da área financeira os números são diferentes. Cerca de dois terços dos inquiridos afirmam ter usado este canal para promover produtos.



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