Uma central elétrica e outras indústrias do sul do Irão foram alvo de tentativas de ataques do worm Stuxnet, mas os ciberataques foram evitados. O caso foi tornado público pelo chefe da defesa civil iraniana, Ali Akbar Akhavan, uma das pessoas responsáveis por tentar combater as invasões informáticas no país.

Segundo revela a BBC, o oficial referiu que ao longo dos últimos meses algumas indústrias sediadas na região de Hormozgan, no sul do Irão, foram afetadas por diversos ataques de vírus mas que todos foram neutralizados.

Esta foi mais uma tentativa de afetar os serviços de fornecimento de energia do Irão através de uma infeção informática. Os worms e vírus utilizados nos ataques têm dois propósitos: recolher dados para ataques futuros mais precisos ou tentar comprometer de certa maneira a produção de energia.

O Stuxnet normalmente é espalhado através de dispositivos USB, estabelecendo depois ligação com servidores remotos para a transferência de informação.

A ciberguerra de que o Irão tem sido alvo começou em 2010 e na altura os principais alvos do Stuxnet eram as fábricas ligadas à produção urânio enriquecido, área onde o país do Médio Oriente tem apostado mas só para "fins energéticos", como têm garantindo os líderes iranianos.

Os governantes de Teerão sempre defenderam a ideia de que alegadamente o Stuxnet é uma criação conjunta dos EUA e Israel contra o Irão. As mesmas nações, e nos mesmos papéis, foram protagonistas de um outro episódio de ciberguerra através de uma ameaça que ficou conhecida como Flame.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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