Os internautas irlandeses que partilham ficheiros de forma ilegal já começaram a receber os primeiros avisos por parte do maior ISP do país em quota de mercado, a Eircom.



O fornecedor de acesso à Internet está, segundo avança a BBC, a enviar cartas aos infractores. Antes da ligação à Internet ser cortada, serão feitos dois avisos, o primeiro o envio da carta, o segundo um telefonema, podendo também serem apresentadas mensagens de aviso no ecrã dos computadores dos "piratas".



À terceira é de vez, e se os utilizadores voltarem a partilhar conteúdos ilegais, ficam sem acesso à Internet durante uma semana. Uma quarta reincidência leva à suspensão do serviço por um ano.



A campanha colocada em marcha foi "imposta" pela Irish Recorded Music Association (IRMA), que levou o ISP a tribunal para obrigá-lo a cooperar. É inclusive a associação, que representa editoras como a EMI, a Sony, a Universal e a Warner, que fornece à Eircom os endereços IP, através dos quais é possível identificar os supostos infractores.



Segundo indica a BBC, a IRMA, que contratou uma empresa para localizar sites P2P e identificar os piratas, está essencialmente apostada em descobrir os chamados uploaders, ou seja utilizadores que disponibilizam conteúdos para partilha, e não necessariamente os internautas que apenas descarregam os ficheiros.



A iniciativa vai ser avaliada dentro de três meses, refere igualmente a BBC, e se o balanço não for positivo é provável que se endureçam as medidas de desincentivo.



Nota da Redacção: A notícia foi actualizada na identificação dos utilizadores que partilham os seus conteúdos, que estavam referidos como downloaders e não uploaders, embora com a ressalva de que nas redes P2P as duas funções se confundem, já que os ficheiros descarregados ficam também acessíveis a outros utilizadores.

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