A DECO apresenta na Proteste deste mês uma análise aos serviços de Internet móveis e fixos. A análise da Associação para a Defesa do Consumidor sublinha a falta de informação detalhada que, em ambos os casos, conduzem a uma percepção pouco correcta dos serviços contratualizados.



Na Internet móvel a empresa reconhece que as velocidades publicitadas não andam muito longe das velocidades reais, o que não acontece no segmento fixo, mas sublinha que a linguagem utilizada para explicar os serviços é muitas vezes técnica e pouco explicita para o consumidor comum. Lembrando que a Internet móvel pode oferecer entre 384 kbps, numa zona de boa cobertura, ou 57,6 kbps, numa zona onde o UMTS dá lugar ao GPRS, a associação recorda ainda que está também disponível uma oferta assente na tecnologia CDMA 2000, veiculada pela Radiomóvel, que pode oferece maior largura de banda, 1,4 Mbps em condições óptimas.



As medições efectuadas aos vários serviços permitiram concluir que as velocidades oferecidas pela terceira geração são inconstantes, tendo em conta que a cobertura UMTS está ainda pouco disseminada no território. "Verificámos que mesmo em zonas onde os operadores anunciam boa cobertura, há locais onde o sinal é fraco ou inexistente", refere a associação. Um dos exemplos citados é a zona de Lisboa, onde a DECO Proteste registou muitas vezes velocidades não superiores a 57,6 kbps, o que denota a não existência de 3G.



No que se refere à tecnologia disponibilizada pela Radiomóvel através do Zapp, é em termos gerais mais instável, diz a DECO. "Nalguns casos os valores mínimos são inferiores a 100 kbps", detalha a análise. "No entanto, em lugares de maior estabilidade as velocidades médias rondam os 500 Kbps", acrescenta-se.



No fixo a publicação volta a sublinhar o que considera ser uma falta de respeito pelos consumidores, com a publicidade a velocidades que não se cumprem. Os testes realizados pela DECO Proteste revelam que na categoria de 512 Kbps as velocidades reais estão cerca de 40 por cento abaixo do publicitado.



Nos 2 Mbps as velocidades reais estão 50 por cento abaixo e nos 4 e 8 Mbps cerca de 60 por cento. A constatação da DECO é sentida por muitos dos seus associados, como prova o número de queixas recebidas pela associação no ano passado, 3 mil, na sua maioria referentes precisamente à largura de banda realmente disponibilizada.



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