Cada vez mais familiarizados com a Internet e os telemóveis, que usam com muita frequência, os jovens europeus estão cientes dos riscos da rede, mas mesmo assim assumem ter alguns comportamentos de risco. Um inquérito do Eurobarómetro a jovens entre os 9 e 10 anos e os 12 e 14 anos, dos 27 Estados da União Europeia e ainda da Islândia e Noruega, revela pela primeira vez na primeira pessoa, a forma como são utilizadas as novas tecnologias.

A capacidade dos mais jovens apreenderem as ferramentas das tecnologias digitais e as utilizarem para o divertimento e educação não deixa de lado algumas preocupações com a sua segurança. Apesar de terem um grau elevado de conhecimento dos riscos da Internet, sobretudo de contactos com estranhos, vírus e roubo de identidade, os jovens inquiridos admitiram ter comportamentos que sabiam ser de risco e afirma que só recorrem aos pais e educadores em último recurso, procurando primeiro resolver a situação com a ajuda de amigos.

Quando inquirida sobre o que faria numa situação de assédio na rede uma rapariga do grupo de 9 a 10 anos, da Alemanha, afirmou que "diria a toda a gente menos aos meus pais. Teria demasiado receio que a minha mãe confirmasse o que ela própria teme e me impedisse de frequentar salas de conversa".

No mesmo inquérito um rapaz dinamarquês com idade entre os 12 a 14 anos admite que já tinha combinado um encontro com um desconhecido que conheceu na Internet. "Combinei encontrar-me com ele numa estação e, quando vi que era um homem horroroso de 44 anos, fui-me embora!".

Perante os resultados do estudo (em PDF), Viviane Reding, Comissária Europeia responsável pela Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação Social, admite que os resultados alertam para a necessidade de uma educação pró-activa em matéria de meios de comunicação em linha. "Além disso, é necessário continuar a sensibilizar as pessoas, sobretudo os pais, para as oportunidades e os riscos dos novos meios de comunicação. Quando está em causa a segurança dos nossos filhos, todo o cuidado é pouco", sublinha.

As crianças inquiridas revelam que usar a Internet é quase uma auto evidência: é fácil de aprender e a maioria está muito familiarizada com a ferramenta, usando-a com frequência sobretudo a partir de casa, em ligações de banda larga. Apesar de usarem a Internet de forma diária, entre uma a três horas por dia, todas as crianças admitem ser sujeitas a algumas regras explicitas ou implícitas de limitação do uso, em termos de tempo de ligação e tipo de sites visitados, assim como de conduta online.

A utilização mais frequente está concentrada no lazer, sendo os jogos online usados mais frequentemente pelos mais jovens e os rapazes entre 12 e 14 anos. As comunicações por instant messaging, chats e email são claramente mais usadas pelas crianças do grupo dos 12 aos 14 anos, estando no top das preferências das raparigas.

Nos telemóveis a utilização mais frequente é de envio de mensagens escritas e chamadas para os pais, sendo que as crianças admitem ser menos controladas neste meio do que no acesso à Internet.

Este estudo qualitativo complementa informação quantitativa à recolhida anteriormente pelo Eurobarómetro e permitirá à Comissão Europeia aperfeiçoar o programa comunitário "Internet mais Segura", criado em 1999.

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