O mais famoso serviço de troca de música online, Napster, espera voltar a funcionar durante o primeiro trimestre do ano que vem. Desde Julho que o serviço está encerrado devido a um processo judicial de que foi alvo, onde a empresa é acusada de não respeitar os direitos de autor. No entanto, o Napster precisa ainda de obter licenças de algumas das maiores marcas discográficas antes de voltar a funcionar.



Entretanto, outras empresas com serviços similares estão a tentar posicionar-se no mercado musical na Internet, esperando firmar alguns negócios proveitosos para a distribuíção de música por meio de streaming de alta velocidade através de redes de banda larga.



A Listen.com, por exemplo, está a tentar passar de uma directoria legal para donwload de música para uma plataforma streaming de música, denominada Rhapsody.

Espera-se que a Rhapsody esteja em funcionamento dentro de duas semanas. Trata-se de uma aplicação onde os utilizadores podem armazenar e aceder a listas de músicas através de streaming, bastando para isso que paguem uma pequena taxa estabelecidade pelos distribuidores independentes.



Segundo Rob Reid, presidente e fundador da Listen.com, embora os utilizadores estejam habituados à prestação de serviços grátis por parte de empresas como o Napster, dentro de um período que pode ir dos 3 aos 7 anos, os clientes irão preferir aceder a colecções personalizadas de música através de ligações de streaming em banda larga.

Existe porém um problema comum a todos fornecedores de música digital que é o facto de não terem ainda obtido licenças das empresas discográficas de maior renome.



O grande receio do Napster neste momento, face às movimentações de outros fornecedores, é que estes consigam assinar contratos com as grande companhías discográficas primeiro, tendo estas assegurado que até ao final do ano terão uma subscrição online.



Para já, a Sony e a Universal uniram-se para formar a Pressplay, enquanto que a Warner, BMG e a EMI formaram uma joint venture chamada MusicNet. Salienta-se que a EMI também comprou uma subscrição da Pressplay.



Apesar do Napster ser um dos parceiros, embora de menor relevo, no MusicNet, o negócio não lhe é totalmente favorável, já que se este quiser firmar outros negócios, a MusicNet pode optar por cancelar o acordo.



Segundo o CEO do Napster, Konrad Hilbers, este serviço deverá estar online o mais rapidamente possível, pedindo ao Congresso norte americano que acelere as leis de licença obrigatórias caso as empresas discográficas não partilhem os seus conteúdo.



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