A par do lançamento mundial do Office 365, que hoje se realiza, a Microsoft e a Portugal Telecom lançaram em Portugal a oferta de ferramentas de produtividade e colaboração com preços a partir de 5 euros por mês, por cada utilizador. O modelo de parceria diverge em relação às opções tomadas pela Microsoft a nível internacional mas para as duas empresas é uma conjugação que faz sentido, até porque propicia às PMEs o acesso a um pacote completo que junta ao software o computador, smartphones, banda larga e voz.

O serviço, que o TeK já tinha testado ainda em versão beta, vai bastante além das aplicações do Office base, garantindo às empresas de pequena e média dimensão o acesso a ferramentas que antes estavam disponíveis apenas para empresas de grande dimensão. A comunicação e a colaboração do Sharepoint e o Lync online, assim como o email do Exchange fazem parte dos serviços base da oferta Office 365 que fica hoje disponível, somando-se ao Word, Excel e Powerpoint, mais conhecidos dos utilizadores.

“Estamos na linha da frente deste lançamento a nível mundial”, assegurou Rui Gonçalves Pereira, administrador da PT, em conferência de imprensa, lembrando que a conjugação desta oferta de ferramentas de produtividade com o pacote Office da Portugal Telecom traz valor às opções das Pequenas e Médias Empresas, integrando a oferta de Smart Cloud lançada recentemente.

Dentro do portfólio da PT estão disponíveis três pacotes, todos com Office 365 e oferta de gestão de domínio da empresa. O Office Box inclui um computador e placa de banda larga móvel, enquanto o pack de Mobilidade dá acesso a um Smartphone, banda larga móvel e voz TMN. O Office 365 está disponível também individualmente.

Até 30 de Setembro todos os pacotes têm preço promocional, de 24, 11,32 euros para o Office Box e pack Mobilidade, enquanto o Office 365 é gratuito, respectivamente. Depois os preços passam a 27,5, 16 e 5 euros, respectivamente, mas obrigam sempre a um mínimo de 5 subscrições, o que torna o pacote inacessível para micro (e nano) empresas.

Para além de não haver investimento inicial em licenças e de passar a ser cobrado como serviço, mensal, há uma grande elasticidade na oferta de Office 365, que pode ser reduzida ou alargada à medida das necessidades da empresa, embora na informação do site seja indicado que os planos são sujeitos a fidelização por 12 ou 24 meses.

Aposta de futuro

Cláudia Goya, directora-geral da Microsoft em Portugal, salientou que esta é uma forte aposta da Microsoft, que escolheu a Portugal Telecom para lançarem em parceria o Office 365 em Portugal e que este é o momento certo para lançar esta ferramenta, que poderá trazer grandes ganhos de produtividade às PMEs portuguesas.

“Há muitas empresas que não usam nenhuma ferramenta de produtividade e que com apenas 5 euros de investimento por mês vão abrir-se ao mundo de forma totalmente diferente”, explicou.

Em resposta ao TeK admitiu que a Microsoft vai continuar também a apostar no modelo “on premisses” de licenciamento tradicional, em paralelo com o modelo de cloud computing. “Não nos assusta que as empresas possam largar o licenciamento”, sublinhou, reforçando a ideia de que vão estar disponíveis pacotes mais complexos que conjugam a oferta do pacote instalado nos computadores das empresas com o modelo totalmente online. “A conjugação [de ambos] é um modelo perfeito”, refere.

A própria Microsoft Portugal e a PT admitem já estar a usar internamente o Office 365, mantendo também o licenciamento tradicional. No caso da Portugal Telecom foi até realizada uma formação à equipa comercial usando o Lync. “Numa empresa da dimensão da Microsoft e da PT justifica-se totalmente manter os dois ambientes”, adiantou Cláudia Goya.

Apesar do entusiasmo, a PT e a Microsoft não querem adiantar expectativas de números de adesão concretos. Respondendo à questão do TeK, Rui Gonçalves Pereira acabou por pôr em cima da mesa o valor de 2 a 3 mil empresas, escudando-se num número conservador por admitir que esta é uma oferta muito nova, suportada num conceito também recente de cloud computing, e admitindo que apesar dos portugueses já terem dado provas de serem early adopters é preciso ver a reacção das empresas.

Para já os indicadores são positivos. Mais de 1.800 empresas participaram nos testes em fase beta – que envolveram mais de 100 mil clientes a nível mundial – e nos últimos dois dias a PT recebeu 80 registos, ainda sem ter iniciado qualquer campanha de comunicação.

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