A Oficina de Arquitectura (OA) e a Associação para o Desenvolvimento das Telecomunicações e Técnicas de Informática (ADETTI) deram hoje a conhecer o urban.virtual.com, um projecto informático tridimensional onde estão representadas as cinco freguesias, 109 ruas e mais de 2.400 edifícios da Zona Classificada de Angra do Heroísmo, nos Açores, e que dentro em breve estará disponível online, com toda a base informativa que lhe está associada.



Acompanhando o Plano de Salvaguarda e de Urbanização para a mesma cidade, o urban.virtual.com compreende o acesso a um Sistema de Informação Geográfica através da Internet que pode ser visualizado a três dimensões. Uma solução encontrada, segundo Jorge Silva, da OA, em declarações ao TeK, para facilitar o acesso a um trabalho que por vezes tem uma leitura demasiado complexa. "Como a representação convencional a duas dimensões se mostra muitas vezes abstracta e de difícil interpretação, a OA entendeu ser vantajoso ir mais além e apresentar um Plano que incorporasse uma componente electrónica", explicou o arquitecto.



Dentro de alguns dias estará disponível, no endereço Internet próprio http://urban-virtual.com, a aplicação 3D, que permitirá passear virtualmente pelas ruas do centro histórico da cidade de Angra, sem, no entanto, possibilitar o acesso à informação associada aos edifícios representados, e que diz respeito ao plano de Salvaguarda de Angra do Heroísmo.



O objectivo é que a aplicação e a base de dados associada fiquem alojadas num site próprio da Câmara de Angra de Heroísmo, mas será necessário aguardar a aprovação do Plano de Salvaguarda, adiantou por sua vez Luís Mendes, vereador da Câmara Municipal da Angra.



Será então possível procurar online qualquer um dos edifícios integrados na parte histórica da cidade de Angra do Heroísmo, ao qual estão associados mais de 300 itens de informação, resultado de mais de 4.000 horas de trabalho de arquitectos, urbanistas, programadores, desenhadores e fotógrafos. Entre os dados apresentados está por exemplo, o ano da construção, o estado geral do edifício, se o Plano de Salvaguarda permite ou não modificações ao mesmo, etc. "Sem ter que se deslocar à Câmara, o cidadão poderá conhecer as condicionantes que estão definidas para o prédio em que está interessado para nomeadamente o comprar ou fazer obras", adiantou Luís Mendes.



Entre as muitas utilidades possíveis do urban.virtual, a Oficina de Arquitectura sugere a simulação de projectos - como facilitador da leitura da implantação e do impacto dos mesmos na cidade - ou o acesso imediato à informação dos serviços técnicos e consulta interactiva dos planos e registo das transformações ocorridas. O sistema poderá igualmente permitir a simulação da evolução histórica da cidade, de que será exemplo a simulação das transformações urbanas e ao mesmo tempo ser utilizado para fins de roteiro turístico permitindo a consulta de percursos alternativos de visita à cidade, indica o gabinete de arquitectura e urbanismo.



Satisfeitos com o resultado alcançado com o urban.virtual.com, o OA e a ADETTI preparam já um outro projecto, denominado Urban 3D, através do qual pretendem desenvolver uma metodologia que possa reproduzir uma mesma reconstrução tridimensional com capacidades de interacção, mas de uma forma mais expedita. "Estamos a trabalhar para desenvolver algoritmos que façam a reconstrução automática a partir de plantas, a partir de imagens aéreas ou a partir de imagem vídeo", explicou Miguel Dias, da ADETTI, acrescentando que assim seria possível fazer a reconstrução tridimensional de qualquer cidade do mundo, num processo muito mais económico.

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