Um estudo realizado pela Anacom e divulgado hoje conclui que na generalidade dos casos a velocidade de download contratada aos ISPs nacionais não corresponde à velocidade efectiva dos serviços de banda larga, uma máxima que se aplica sobretudo nas larguras de banda mais elevadas.



Para os operadores com este tipo de serviço (Telepac, Clix e TV Cabo) a velocidade média contratada varia entre 944 Kbps e um Mbps. Os mesmos operadores oferecem para ISPs alvos internacionais velocidades que variam entre os 271 e os 473 Kbps, na categoria de 2 Mbps. Neste parâmetro de análise - e no que se refere ao tráfego nacional -, a TV Cabo obteve pontuação máxima com 1,688 Mbps para uma velocidade contratada de 2 Mbps. Nos 512 Kbps a situação é idêntica e a empresa que atinge um débito mais elevado não vai além dos 477 Kbps, velocidade oferecida pela Cabovisão.



O documento revela ainda que "as velocidades médias de download para ISPs alvo internacionais são significativamente mais baixas", o que leva o regulador a concluir que os "troços internacionais constituem um estrangulamento em todos os operadores".



O estudo analisa também as variações de velocidade dos vários serviços disponíveis durante a semana, ao fim de semana e ao longo do dia. Na primeira vertente não foram apuradas diferenças significativas, já no que se refere aos diferentes períodos horários o estudo revela diferenças importantes, sobretudo no que diz respeito à TV Cabo, quer para tráfego nacional, quer internacional.



Na análise ao mercado de dial up, o estudo conclui que os resultados apurados são globalmente positivos, sem que tenham sido detectadas diferenças significativas entre os serviços dos diversos operadores na generalidade dos indicadores de disponibilidade/fiabilidade. Nesta modalidade os autores do estudo não encontraram diferenças significativas nos níveis de serviço ao cliente em diferentes dias da semana, mas sublinham que é notória alguma degradação do serviço por período horário, neste caso entre as 12 e as 18 horas e que, tal como na banda larga, foram também identificados constrangimentos ao nível do tráfego internacional e da largura de banda que os operadores disponibilizam para este fim.



O estudo realizado pelo regulador foi o primeiro do género realizado em Portugal e contou com a colaboração da Convex e da Marktest, o envolvimento da FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional e a parceria da Apritel - Associação dos Operadores de Telecomunicações e do IC - Instituto do Consumidor.



O documento analisa 90 por cento das ofertas de banda larga e banda estreita do mercado através da eleição de um painel de utilizadores e da utilização de um software de análise de dados que avaliou indicadores de disponibilidade, fiabilidade dos serviços, indicadores de rendimento, entre outros.



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