Os níveis de preocupação das famílias com a utilização da Internet pelos adolescentes vêm aumentando de forma significativa desde 2000. Os filtros de conteúdos são a forma mais comum de prevenção, mas começam também a ser vulgares outro tipo de medidas, que passam pelo controlo do tempo de navegação e localização do PC num sítio de acesso público da casa.



As conclusões são do mais recente estudo da Pew Internet e referem-se ao mercado americano. De acordo com estes dados mais de metade das famílias americanas com adolescentes usam filtros para limitar o acesso a conteúdos online potencialmente perigosos. Face a 2000, o número de famílias que usam filtros aumentou 41 por cento, para um total de 54 por cento, garante a empresa de estudos de mercado.



O documento revela um aumento de preocupação por parte dos pais que adoptaram técnicas de vigilância mais rigorosas nesta matéria, resultado de uma maior consciência sobre a falta de cuidados dos adolescentes para os perigos da Internet, sublinha-se.



De acordo com os dados do inquérito, 81 por cento dos pais consideram que os filhos não são suficientemente cuidadosos quando fornecem informação pessoal na Internet, uma consideração que 79 por cento dos filhos inquiridos também fazem. Sessenta e quatro por cento dos adolescentes que participaram no estudo admitem mesmo fazer coisas na Internet que sabem não teria a aprovação dos pais.



Os mesmos números dizem que, em termos globais, existem 19 milhões de jovens a viver em casas com ligação à Internet, dos quais 12 milhões usam filtros, contra os 7 milhões contabilizados em 2000. O uso dos filtros é no entanto mais comum nos casos em que os próprios pais são utilizadores frequentes de Internet, ou têm filhos em idade escolar, sobretudo no primeiro e segundo ciclo.



A par com a filtragem de conteúdos os encarregados de educação tomam ainda outro tipo de medidas, que reforçam o controlo sobre a utilização de Internet pelos filhos. Os dados da Pew Internet revelam que 73 por cento dos adolescentes acedem a computadores localizados num local de acesso público da casa. Por outro lado, 64 por cento dos pais garante estabelecer regras sobre o tempo de utilização de Internet, uma percepção que apenas 33 por cento dos filhos têm de facto.



O documento faz ainda referência a uma percentagem de 13 por cento dos adolescentes inquiridos, que se mantêm longe da Internet por opção própria, depois de terem tido más experiências em ligações à rede.



O estudo foi realizado junto de 1.100 adolescentes com idades entre os 12 e os 17 anos e junto do mesmo número de pais. Os dados foram obtidos entre os dias 26 de Outubro e 28 de Novembro do ano passado.



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