O Partido Pirata elegeu todos os candidatos que apresentou às eleições para a Câmara de Berlim, ocupando agora 15 dos 149 lugares do parlamento da cidade-estado. O sucesso surpreendeu os próprios membros do partido, que se tivessem obtido mais votos, ficariam com lugares por preencher.

O sucesso dos piratas alemães vinha sendo antecipado desde as últimas legislativas, onde ficou perto do objetivo, uma expetativa que era reforçada pelas sondagens realizadas no princípio do mês, onde já contavam com 4,5% das intenções de voto.

Os resultados ultrapassaram as expetativas e, no rescaldo dos 8,9% conquistados nas eleições da semana passada, a nova força política deu a sua primeira conferência de imprensa, onde explicou algumas das propostas e pontos de vista defendidos pelo grupo que nasceu - como tantos outros - após o surgimento do primeiro partido pirata, em 2006, na Suécia.

Para além das principais bandeiras - legalização das cópias privadas, proteção de dados online e luta contra a censura-, os novos deputados afirmar prosseguir também objetivos como a maior transparência nos processos de decisão política e nos concursos públicos.

Existem ainda medidas a ser propostas para a cidade em que foram eleitos: criação de uma rede Wi-Fi gratuita em toda a Berlim, transportes públicos grátis e um salário mínimo.

Assumindo o seu amadorismo em matéria de processo político, o novo grupo parlamentar diz-se ainda empenhado em impor um novo paradigma, a "democracia líquida", que segundo explicaram tiraria partido da interatividade da Internet para dar aos cidadãos maior poder e participação no processo político e legislativo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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