Números divulgados pela Policia Judiciária indicam que o número de casos por phishing aumentou 293 por cento no espaço de um ano. No que toca aos valores furtados, os números aumentaram 870 por cento, passando dos 24 mil para os mais de 210 mil euros.

Os valores foram apurados pelo Sistema Integrado de Informação Criminal e, segundo Carlos Dias, coordenador do crime económico da PJ, "há uma evolução bastante acentuada neste tipo de crimes. Na área de directoria do centro, houve um aumento de 81 por cento de incidências, o que corresponde a muitos processos, muitos casos e muito dinheiro envolvido".

Segundo o mesmo responsável, os criminosos são na sua maioria oriundos da Rússia, Ucrânia, China e Brasil e o dinheiro roubado é depositado nas contas de outras vítimas, muitas vezes desempregados.

Em declarações à TVI 24, Carlos Dias explica o processo referindo que os criminosos difundem mensagens de correio electrónico falsas, semelhantes às dos bancos, a pedir aos utilizadores a actualização dos seus dados. A mensagem leva os internautas a um site falso que descarrega programas destinados a recolher as passwords dos utilizadores.

Após este processo, os criminosos publicam online ofertas de emprego em sites criados especificamente para este efeito e através dos quais angariam "pessoas que estejam sedeadas em Portugal". Através dessas páginas pedem dados aos utilizadores, entre os quais a referência bancária, e é a partir daqui que movimentam as quantias roubadas.

"Quem procura emprego deixa a referência da sua própria conta bancária, onde serão depositadas as quantias que fraudulentamente vão ser transferidas das contas dos lesados. Mais tarde, vão ao banco levantar este dinheiro e, por Western Union, enviam-no para o estrangeiro, para as pessoas que estão a difundir o spam", explica o responsável.

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