O número de computadores visados por ameaças de segurança diminuiu em 2010, em Portugal. De acordo com os dados de relatório de segurança da Panda Security, Portugal está entre os países que perderam lugares na lista dos mais visados por problemas de segurança. Suécia, Portugal e Reino Unido vivem a mesma tendência e os três países deixaram de constar do Top 20 dos mais infectados, como acontecia na análise de 2009.



O Top 20 deste ano é liderado pela Tailândia, China e Taiwan, com 60 a 70 por cento dos PCs infectados. Portugal caiu para a 52ª posição desta tabela, ainda assim, com 37,5 por cento dos computadores afectados, de acordo com os dados fornecidos pela ferramenta de análise e detecção de problemas de segurança, ActiveScan da Panda.



Tal como no resto do mundo, os trojans continuam a ser a ameaça de segurança mais presente em Portugal. Já nos lugares seguintes da tabela, as posições variam. Enquanto a nível global os vírus e os worms se apresentam como os problemas mais comuns, em Portugal estas posições são ocupadas pelo adware e worms.



Em termos globais a Panda, regista que em 2010 foram criadas e distribuídas um terço de todas as ameaças existentes até hoje (34 por cento de todo o malware já identificado pela empresa). Contudo, a empresa de segurança concluiu que o ritmo de surgimento de novas ameaças diminuiu. Desde 2003 que a tendência para o surgimento de novas ameaças era todos os anos crescente, em 2010 a tendência inverteu-se e diminuiu 50 por cento.



Para além das ameaças mais comuns, já referidas, o relatório frisa o peso que o rogueware (falsos antivírus) continuou a assegurar em 2010, representando 16 por cento de todo o malware registado. O spam também continua em alta e nem o desmantelamento de botnets de grande dimensão, como a Mariposa ou Bredolad, contribuíram para uma mudança drástica a este nível. As mensagens de correio electrónico não solicitado representaram 85 por cento do tráfego de email a nível global, menos 10 por cento que no ano passado.



Outra tendência sublinhada no que se refere a 2010 foi a exploração das redes sociais, como um dos métodos de infecção muito usado pelos cibercriminosos a par com outros, como a exploração de vulnerabilidades ou o posicionamento de falsos websites, através de técnicas de BlackHat SEO.



Novos worms com novos objectivos, como o Stuxnet, criado para atingir infra-estruturas críticas, ou o Here you Have, criado por um grupo terrorista, também figuram na lista de destaques para 2010. O mesmo acontece com o grupo Anonymous, que fez notícia por diversas vezes no ano que acaba de terminar, pelos diversos ataques de negação de serviço coordenados contra entidades ligadas à defesa dos direitos de autor que reivindicou.

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