O sistema de registo de domínios vai mudar a partir do próximo dia 1 de maio, permitindo a qualquer pessoa criar um endereço Internet com o sufixo .pt associado, mas os preços mantêm-se os mesmos, apesar das críticas.

Os valores poderão vir a ser alterados, mas apenas se o número de registos aumentar "pelo menos 25%", referiu Pedro Veiga, presidente da FCCN, ao final desta manhã, durante um encontro com a imprensa.

Para o responsável, só um crescimento acentuado do número de registos poderia justificar a alteração de preços. "Como sabem a FCCN é uma instituição privada sem fins lucrativos, mas temos uma infraestrutura para assegurar, além dos gastos internos, de contribuirmos para várias instituições, de participarmos nos custos de funcionamento do sistema Arbitrare, etc".

Ainda assim, Pedro Veiga vai dizendo que, se as receitas aumentarem, baixar os preços é uma hipótese a par de outras, como o investimento em ações para dinamizar a Internet em Portugal, à semelhança do que algumas entidades registry (como a FCCN) fazem noutros países.

Os custos de registo vão assim manter-se nos 22 euros por um ano, 45 euros para três anos e 65 euros para um período de cinco anos, valores a que acresce IVA.

O processo de registo em .pt vai decorrer online através do site DNS.pt ou via registrars, tal como acontecia até agora.

Em funcionamento a partir de 1 de maio, as novas regras tiram a exclusividade de registo em .pt às empresas e marcas, permitindo que todos os utilizadores interessados possam registar endereços naquele domínio.

Antes da entrada em vigor, as marcas vão beneficiar de um período de "sun rise", caso ainda queiram proceder ao registo de endereços das mesmas.

Além das regras para o registo em .pt, a entrada em vigor do novo sistema prevê também a extinção dos sufixos net.pt, .int.pt, .publ.pt e .nome.pt, cujos proprietários serão convidados a migrar para os classificadores remanescentes (como o .pt ou o com.pt).

Atualmente existem cerca de 382.000 endereços de Internet registados em Portugal, num rácio de 36 por cada mil habitantes. Quarenta por cento destes endereços resultam do serviço
"Empresa na Hora", quando são menos de 200.000 os que estão ativos, referiram os responsáveis da FCCN.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Patrícia Calé

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