De acordo com uma notícia hoje publicada no jornal Público, o acesso aos conteúdos online publicados no site Público.pt poderá vir a ser pago até ao final do ano. Começando já em Setembro com a cobrança do acesso internacional, a filosofia de fechar os conteúdos poderá estender-se à versão impressa que custará os mesmos 80 cêntimos que o jornal em versão papel.



Os utilizadores internacionais que quiserem ver o jornal online vão começar a pagar já em Setembro 10 euros por ano se admitirem receber publicidade ou 20 euros se quiserem visualizar apenas os conteúdos informativos. O serviço pago denomina-se PúblicoPlus e reúne vários produtos, indica a mesma notícia, entre os quais se contam o acesso condicionado à versão online do jornal em papel, edição impressa em formato PDF, o acesso aos arquivos (para textos publicados há mais de uma semana) e "newsletters" que são enviadas aos assinantes por email.



Cada um destes serviços pode ser pago separadamente, custando 150 euros por ano receber o jornal em formato PDF, e 10 euros por ano cada uma das newsletters disponíveis - entre as quais se incluem o Última Hora (notícias em tempo real ao longo do dia), desporto (informação desportiva actualizada ao momento), Cinecartaz (guia de cinema), Guia do Lazer (agenda cultural) e dossiers de reportagem inédita. Cada notícia acedida no arquivo custa 80 cêntimos.



As razões económicas estiveram por trás da decisão de condicionar o acesso aos conteúdos, segundo Hugo Figueiredo director-geral do Público, que em declarações ao jornal Público explicou que "Não é possível continuar a disponibilizar conteúdos gratuitos quando não há receitas publicitárias que os cubram." e que "tendo em conta a actual crise do mercado publicitário, mais tarde ou mais cedo esse será o caminho". Este responsável afasta ainda o cenário de partilhar os custos de acesso telefónico com um fornecedores de acesso à Internet como forma de financiar os produtores de conteúdos Internet.



O site do jornal introduziu recentemente a modalidade de registo dos utilizadores, gratuito e não obrigatório, mas que afirma dar acesso a funcionalidades como a pesquisa, envio de notícias aos amigos e comentários às notícias. Estas não estavam, aparentemente, disponíveis à hora de fecho desta peça, mesmo depois de um jornalista do TeK ter preenchido arduamente as duas páginas do verdadeiro inquérito policial do registo (embora não seja obrigatório responder a todas as perguntas).

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