De acordo com um estudo realizado pelo BMJ - antigo British Medical Journal - os sites de saúde, aparentemente credíveis, poderão não disponibilizar informações muito correctas aos seus visitantes. Nesta consulta foram examinados 121 sites que apresentam dados sobre doenças pulmonares crónicas e obstrutivas, métodos contraceptivos de emergência, esterilização feminina, entorces e menorragia nos quais se avaliou a relação entre a credibilidade – fonte, circulação e hierarquia de evidência – e a exactidão dos conteúdos.



De acordo com esta análise, 93 por cento dos sites referem a fonte das informações médicas, mas somente 49 por cento mostra a data em que os dados foram inseridos no site e 18 por cento a sua hierarquia.



Quanto à exactidão dos conteúdos, chegou-se à conclusão de que os sites que seguem os tópicos da credibilidade tendem a ser mais exactos, uma relação que não é todavia muito forte. Segundo os responsáveis do estudo, os sites aparentemente credíveis podem não fornecer informações precisas e correctas, induzindo em erro.



Os sites sobre cancro da mama, por exemplo, são apontados pelo BMJ como de qualidade duvidosa. Começando por utilizar o motor de busca Google para produzir uma lista de sites sobre esta doença, os responsáveis do estudo dividiram depois os 200 espaços online encontrados em categorias como "mais popular" e "menos popular" com base no número de links para um site a partir de outros.



Os sites que tivessem actualizações de dados sobre a pesquisa do cancro da mama, dados sobre legislação, um serviço de mensagens e que fornecessem informações sobre experiências clínicas e os seus resultados foram considerados os mais populares. No entanto nem os mais, nem os menos visitados ofereciam grande qualidade.



Perante este resultados os autores do estudo afirmam que é o tema do site de define a sua popularidade e não a credibilidade das informações nele divulgadas, transferindo para a comunidade médica a responsabilidade de adequar o conteúdo médico online e direccionar os seus pacientes para sites de qualidade reconhecida.



Uma outra análise, conduzida em Itália, observava sites que indicavam como tratar a febre – e que em 1997 tinham sido classificados como pobres. Os resultados demonstraram que 19 dos 41 sites avaliados em 1997, ou seja, 46 por cento ainda existiam e apenas dois tinham informações adicionais, o conteúdo tinha sido substituído em cinco e três continuavam iguais.



No entanto, o relatório conclui que embora a qualidade dos sites sobre saúde deixe muito a desejar, tem vindo a melhorar nos últimos anos. No entanto, o risco que se corre ao veicular informações incorrectas é ainda considerado demasiado grande.



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