Quase três quartos dos utilizadores de PCs em todo o mundo que responderam ao inquérito anual de segurança da Central Command, empresa especializada em software anti-vírus, consideram que é provável que ocorra alguma forma de ciberterrorismo no futuro próximo.


Noutra questão do conjunto de perguntas colocadas no inquérito com vista a obter a opinião dos utilizadores sobre a guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo e a segurança online, tendo como pano de fundo os acontecimentos de 11 de Setembro, 67 por cento dos inquiridos sentem profundamente que os governos dos seus países não estão ainda preparados para combater essa grande ameaça. A maior taxa de respostas afirmativas veio da América do Norte.


O inquérito foi enviado por email a mais de 940 mil utilizadores de PCs espalhados por todo o mundo e abordava os padrões e comportamentos individuais de segurança dos computadores, bem como vulnerabilidades informáticas conhecidas, tendo obtido uma taxa de resposta de sete por cento.


Outro dado demonstrado neste relatório é um aumento significativo da consciencialização dos perigos que os vírus colocam. Pela primeira vez em todas as suas edições, as respostas demonstraram que os utilizadores estão a começar a compreender a importância de protegerem os seus computadores de vírus informáticos e outras formas de software malicioso.


Quando questionados sobre o que fariam a anexos de email enviados por uma fonte desconhecida, os resultados demonstraram que 58 por cento dos inquiridos iriam eliminar imediatamente o ficheiro anexo e 41 por cento afirmaram que são extremamente cuidadosos no que toca à abertura de qualquer anexo, independemente de quem seja o seu emissor. Da mesma forma, 29 por cento asseguram ter instalados todos os mais recentes códigos de correcção, uma subida de 15 por cento em relação ao ano passado.


À medida que serviços online de partilha de ficheiros, como o KaZaA, o iMesh e o Napster, continuam a crescer em popularidade, do mesmo modo crece o número de programas maliciosos - troianos e worms, por exemplo - criados para explorar essas redes.


Dos 65 por cento de utilizadores inquiridos que utilizam regularmente estes tipos de aplicações, cerca de 39 por cento responderam que desconheciam os perigos associados à partilha de ficheiros e os buracos de segurança que podem abrir. Um aumento no software P2P de instant messaging enquanto forma preferida de comunicação online suscitou receios sobre o futuro das tendências de criação de vírus nestes canais.


Segundo o inquérito, o maior número de relatos de propagação está associado ao vírus Eorm/Klez.E,G. Quase um quarto dos utilizadores domésticos e empresariais de PCs que responderam afirmaram que o Klez infectou os seus sistemas durante o ano passado. Um em cada dez respondentes afirmaram que o seu computador foi infectado pelo W32/Nimda.


A Central Command refere ainda que durante o ano passado o número de relatos de infecções diminuiu 3,2 por cento em termos anuais, sem contar com os cinco principais vírus.


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