A Aptoide anunciou a criação da moeda digital AppCoins, um meio de pagamento que poderá ser usado nas lojas de aplicações, a começar pela loja Android da tecnológica portuguesa.

Numa fase inicial, e com o objetivo de assegurar que, no futuro, a moeda também vai ser utilizada noutras lojas de aplicações Android e mesmo por outros sistemas operativos,  a startup portuguesa vai lançar uma ICO (Initial Coin Offering), cuja pré-venda decorrerá durante o Web Summit, entre 6 e 9 de novembro, abrindo 12% da nova moeda a investidores.

A Aptoide prevê encaixar 28 milhões de dólares (24 milhões de euros) durante esta fase, sendo que os membros da comunidade Android e outros grupos exclusivos vão ter a possibilidade de comprar AppCoins, com um desconto de 30%.

Depois da ICO, o protocolo AppCoins ficará disponível para os 200 milhões de utilizadores da Aptoide. Quando estes interagirem com as apps disponíveis na Aptoide serão recompensados com as moedas digitais, permitindo às pessoas que ainda não têm acesso a meios de pagamentos online fazerem compras nas aplicações que descarregam.

Assente na tecnologia blockchain (protocolo que permite efetuar transações virtuais entre pessoas e organizações, sem intermediários, e que serve de base às criptomoedas), o objetivo é que a Appcoin seja usada como meio de pagamento na loja virtual da Aptoide e que no futuro seja a moeda utilizada por outras lojas de aplicações Android e mesmo por outros sistemas operativos, refere a tecnológica portuguesa em comunicado.

Em comunicado, a Aptoide explica que a AppCoin é um protocolo que pode ser adotado por qualquer loja de aplicações, independentemente do sistema operativo, o que elimina os intermediários de pagamento e de publicidade e garante um maior retorno do investimento.

“Hoje, com tecnologia blockchain e smart contracts, podemos desbloquear todo o processo de distribuição e monetização de apps para programadores. Ao reduzir os intermediários de Adtech, a AppCoins reduz para 15% os custos de intermediação para o programador, comparando com uma média de indústria que varia entre 40% a 70%”, afirma Ren Tang, vice-presidente de produto da Aptoide.

Para o fundador Paulo Trezentos, "A visão da Aptoide é criar uma solução disruptiva do atual modelo, oferecendo uma maior escolha e mais valor para os developers, proprietários de app stores e utilizadores".

Lançada em 2011 por Paulo Trezentos e Álvaro Pinto, a Aptoide conta com 200 milhões de utilizadores e mais de quatro milhões de downloads

Com a AppCoins, torna-se a primeira loja de aplicações do mundo baseada em tecnologia blockchain, através da plataforma Ethereum.

"A solução cria uma mudança de paradigma para todo o ecossistema de aplicações, que atualmente gera mais de €65,5 mil millhões por ano em receita bruta", refere o comunicado da empresa.

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