O Governo alemão reuniu com as empresas que prestam serviços georeferenciados no país para lhes apresentar uma espécie de ultimato em relação à protecção de dados. Estas empresas, onde se inclui a Google e o seu Street View, têm até ao próximo dia 7 de Dezembro para definir regulação própria e acautelar, por essa via, a protecção da privacidade dos cidadãos.



Nessa data, o Governo volta a reunir-se com as empresas para avaliar os termos da auto-regulação que se propõem a fazer. Se as propostas não forem suficientes para assegurar o cumprimento da legislação criará o Governo legislação para balizar a actividade destas empresas.



A garantia foi deixada por Thomas de Maizière, ministro alemão do interior, que admite a importância deste tipo de serviços a vários níveis, mas também sublinha o potencial prejuízo para a privacidade dos cidadãos que a recolha de dados a eles associada pode representar.

Entre os vários países europeus que têm questionado ou limitado o desenvolvimento do Street View, o serviço de mapas com vista de rua da Google, a Alemanha tem sido um dos mais activos. O país foi também o primeiro a confrontar a Google com o facto de durante a recolha de imagens das ruas, recolher também dados de tráfego das ligações WiFi, detectadas nos percursos.


Na sequência do episódio o serviço chegou a estar suspenso. Voltou ao activo depois de assinado um acordo entre as autoridades locais e a gigante da Internet, que definiu alguns mecanismos adicionais de privacidade para os alemães residentes em zonas fotografadas pelo serviço.


Uma das possibilidades passou a ser a de pedir que a casa ficasse desfocada nas imagens recolhidas e posteriormente exibidas pelo serviço, antes mesmo destas serem recolhidas.

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