O Facebook viu aprovada pelos tribunais americanos a proposta feita relativamente a um processo movido por um grupo de utilizadores. No lugar de pagar uma indemnização que seria dividida pelos 3,7 milhões de utilizadores representados pelo grupo, a rede social sugeriu investir 9,5 milhões de dólares na criação de uma fundação de defesa da privacidade.

Para o juiz do tribunal da Califórnia a aplicação do dinheiro na fundação justifica-se mais do que a divisão do mesmo pelas pessoas que apresentaram queixa, uma opinião reforçada pelo facto de a maioria dos utilizadores terem aprovado a proposta.

Deitando por terra as objecções levantadas por alguns à oferta, o juiz refere na decisão de 12 páginas que a sugestão é "justa, racional, adequada e apropriada".

O caso contra o Facebook remonta a 2008 e dizia respeito a um programa lançado pela rede social em 2007, que recolhia informação sobre as actividades online dos utilizadores sem o seu consentimento.

Em resposta, a rede social sugeriu, em Setembro do ano passado, aplicar 9,5 milhões de dólares na criação de uma fundação especializada em questões de privacidade online, mas a ideia não foi bem recebida por todos os queixosos, que alegavam que a solução proposta daria à empresa demasiado poder sobre a entidade a criar.

Discordando, o magistrado responsável por avaliar a proposta refere, na decisão, que o facto do Facebook eleger um dos três directores da fundação não significa que a mesma venha a ser "uma mísera ferramenta de publicidade" ao seu serviço ou que ficará sob o seu controle.

O Facebook já veio a público mostrar o seu agrado pela decisão, referindo que irá adiantar pormenores sobre a fundação nos próximos meses.

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