No final do primeiro trimestre deste ano 35,2 por cento dos lares portugueses dispunham de acesso à Internet, mais de metade (24 por cento) através de ligações de banda larga. Um número um pouco maior de residências (45,4 por cento) tinham no mesmo período acesso ao computador, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística.



Os mesmos números mostram que a proporção de agregados com acesso à Internet tem aumentado a uma média de 25,2 por cento desde 2002 e que o número de acessos em banda larga quase triplicou, aumentando 47,4 por cento no mesmo período. Assim, 68,3 por cento dos utilizadores de Internet domésticos são já clientes de serviços de banda larga.



Quem não utiliza serviços de banda larga justifica a decisão com os preços dos serviços ou com a fraca utilização dada ao PC, que não justifica uma ligação de alta velocidade, razões que em conjunto são apontadas por metade dos inquiridos.



Por regiões, Lisboa acumula a maior percentagem de utilizadores de PC - cerca de metade da população - e de Internet, 40,7 por cento do total de inquiridos que na maioria dispõem de ligações de banda larga. As regiões autónomas dos Açores e da Madeira surgem em segundo lugar com percentagens a rondar os 40 por cento no que se refere ao acesso à Internet e em banda larga.



Os homens mantêm-se os principais utilizadores de Internet (39,2 por cento), numa comparação por sexos que deixa as mulheres sete pontos percentuais mais abaixo. Independentemente do sexo são os jovens com idades entre os 16 e os 24 anos - normalmente estudantes - quem mais recorre à tecnologia, bem como os indivíduos com formação secundária e universitária.



Quatro quintos dos inquiridos tem no PC o seu principal meio de acesso à Internet, embora 42,3 por cento reconheçam que também usam o telemóvel para aceder à Internet. O cabo e o cobre mantêm-se como ligações preferenciais dos utilizadores que já não usam o PC e a Internet apenas a partir dos locais de trabalho, como revelavam normalmente os estudos há alguns anos atrás, mas também em casa e com uma frequência diária (dizem mais de 60 por cento dos inquiridos).



A pesquisa de informação e o email são para a maioria dos indivíduos as tarefas mais vulgarmente realizadas. As compras online são apenas uma realidade para 13 por cento dos utilizadores de Internet, isto embora a percentagem de utilizadores de comércio electrónico ao longo dos últimos quatro anos tenha aumentado a um ritmo médio de 30 por cento.



Não obstante a baixa percentagem de utilizadores com Internet em casa a maioria (62,5 por cento) vê com bons olhos a passagem dos seus contactos com o Estado para o mundo online.



A maioria dos utilizadores assinala, no contacto online com os serviços do Estado, a entrega electrónica das declarações de IRS ou a pesquisa de informação em bibliotecas. No futuro os utilizadores vêm com bons olhos a extensão desse relacionamento online para áreas como a saúde e as certidões.



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