Um inquérito encomendado pelo Observatório da Inovação e Conhecimento da UMIC (Unidade de Missão Inovação e Conhecimento) revela que 39 por cento dos portugueses utilizam Internet (88 por cento dos quais são estudantes) e destes, 77 por cento são utilizadores frequentes. O valor apurado representa um acréscimo de 9 por cento, face ao número de utilizadores contabilizado em 2002.


Entre as aplicações mais utilizadas contam-se "o email, download de jogos, músicas e vídeo, actividades profissionais, actividades de estudo, procura de informação nos sites da administração pública", por ordem decrescente, concretiza o documento.



Nos lares, cerca de 28 por cento dos inquiridos dizem ter acesso à Internet registando-se uma taxa média de crescimento anual de 52 por cento, entre 2000 e 2003. Cerca de 10 por cento das famílias dispõem de ligação à Internet em banda larga, três vezes mais que o valor apurado no ano passado. A necessidade profissional, a educação escolar dos filhos e o acompanhamento do desenvolvimento tecnológico da sociedade são as razões mais apontadas pelas famílias que usam a Internet.



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Quem não utiliza Internet justifica-se com o custo elevado do serviço (cerca de 40 por cento dos inquiridos) e a possibilidade de acesso noutros locais. Entre os não utilizadores, cerca de 40 por cento garantem ter intenções de vir a utilizar, escolhendo uma ligação em banda larga.



O Inquérito à Utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação pela População Portuguesa conclui também que as compras pela Internet são ainda pouco comuns entre os utilizadores portuguesas. Apenas 5 por cento dos inquiridos admite adquirir bens online. No topo da lista dos artigos e serviços mais adquiridos por esta via estão livros, jornais e revistas ( respondem 36 por cento dos inquiridos), música e vídeos (35 por cento) e software (22 por cento).



Cerca de 44 por cento dos utilizadores que efectuam compras pela Net pagam com cartão de crédito. O reembolso postal é a segunda opção dos portugueses (22 por cento).



As questões de segurança parecem não inibir os portugueses que optam por comprar online. Cerca de 79 por cento dos inquiridos garantem nunca ter tido problemas de segurança. Apenas oito por cento se consideram afectados pelo spam, enquanto os afectados por vírus não vão além dos onze por cento.


Metade das famílias portugueses com computador


No que respeita ao uso de computador, metade da população portuguesa já possui um equipamento (cerca de 52 por cento) e destas 82 por cento são utilizadores frequentes. Nas famílias, a percentagem é semelhante (cerca de 46 por cento) e o valor tem crescido a uma taxa média anual de 21 por cento.



Segundo o documento, a educação dos filhos e a importância do computador enquanto instrumento profissional são as principais razões apontadas pelos agregados familiares para aquisição dos equipamentos com 33 e 27 por cento, respectivamente.



Já as famílias que não possuem computador apontam como principais razões para a decisão a falta de utilidade para o seu agregado familiar (42 por cento) e o custo elevado dos equipamentos (31 por cento).


O inquérito foi realizado pela Metris-GFK e contou com a colaboração de 3 mil indivíduos, através de entrevistas telefónicas realizadas entre os dias 4 e 31 de Julho.



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