A grande maioria das câmaras municipais dispõem de ligação à Internet, sendo que mais de um terço praticam uma política de disponibilização de acesso a todos os funcionários, revela um inquérito à utilização de Tecnologias da Informação nas Câmaras Municipais, divulgado pela UMIC.
Segundo o documento, 97 por cento das autarquias dispõem de ligação à Internet, 31 por cento das quais com velocidade superior a 512 Kbps - embora 34 por cento das autarquias tenham ainda ligações com velocidade igual ou inferior a 128 Kbps - e 33 por cento das autarquias permite mesmo o acesso generalizado à rede pela generalidade dos funcionários.
As autarquias admitem no entanto que a falta de pessoal especializado é um entrave ao desenvolvimento de actividades nesta área, dizem 35 por cento das autarquias inquiridas. Ainda assim, 74 por cento das autarquias garantem ter pessoal afecto em exclusivo às TIC.
Ao nível da utilização as actividades de natureza informativa e comunicacional são as mais utilizadas, em detrimento daquelas que se relacionam com a formação, investigação e desenvolvimento, refere o documento.
O acesso ao email é a funcionalidade mais requisitada no uso da Internet, garantem 99 por cento dos inquiridos. A procura e recolha de informação surge imediatamente a seguir (com 98 por cento das respostas).
A troca de ficheiros por via electrónica (92 por cento), o acesso a bases de dados (74 por cento), a consulta de catálogos de aprovisionamento (70 por cento) e a comunicação com organismos externos da Administração Central ou Local (70 por cento) são operações igualmente comuns nas autarquias.
O número de autarquias com presença na Net fica um pouco abaixo do número de concelhos com acesso à Internet, que ronda os 84 por cento. Na sua grande maioria estas presenças online têm como principal objectivo permitir o download e impressão de formulários, permitir a consulta de documentação relevante para os cidadãos ou a subscrição electrónica de jornais ou notícias. Estas opções são respondidas por 34, 28 e 11 por cento dos inquiridos, respectivamente.
O inquérito foi realizado pelo CIES/ISCTE e pela Universidade do Minho a pedido do governo para avaliar a realidade das autarquias relativamente ao uso das TIC, refere o comunicado da UMIC.
No início do ano foi divulgado um outro estudo que analisava a realidade das autarquias entre 2000 e 2002 apontando para que 72 por cento da totalidade já teriam presença na Internet. Neste ranking Gávea/Inter.face 2002 sublinhava-se uma melhoria quantitativa ao nível das presenças web, com níveis de qualidade dos serviços prestados pouco satisfatório.
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