Nos próximos anos a Administração Pública e o sector da Banca deverão liderar os investimentos em TI. A conclusão é da IDC e surge no seguimento do estudo "Mercado Empresarial de Tecnologias de Informação: Sondagem e Previsões, 2006-2011", elaborado pela consultora.



A análise indica que, em 2007, a AP foi o sector que mais investiu, com mais de 430 milhões de euros a serem canalizados para as tecnologias de informação. Por seu turno, a Banca investiu mais de 400 milhões de euros e a Indústria mais de 370 milhões de euros. Já os sectores dos Transportes, Telecomunicações e Utilities atingiram, em conjunto, quase os 325 milhões de euros.



Tendo em conta os valores de 2007, a perspectiva é de que, nos próximos anos, os investimentos continuem a crescer. Até 2011, a Administração Pública deverá aumentar, em média, o seu investimento anual em 6,4 por cento.



O índice de crescimento da AP será, no entanto, ultrapassado pelo esperado nos sectores de Serviços e pelos Transportes, Telecomunicações e Utilities. Aqui, o orçamento canalizado para as tecnologias deverá aumentar anualmente 7,2 por cento e 6,6 por cento, respectivamente.



Por fim, a IDC conclui que "o investimento dos sectores que dispõem já de uma maior penetração das Tecnologias da Informação e Comunicação, como é o caso do sector Financeiro e das Telecomunicações, irão continuar no sentido da sofisticação" e que o do sector público estará orientado para a área da saúde.



Por outro lado, os investimentos das empresas de media crescerão a um ritmo mais elevado, "o que irá originar um aumento significativo da utilização das TI nos sectores da Indústria, Retalho e Serviços no período em análise", diz Gabriel Coimbra, Research & Director Consulting da empresa em Portugal.



Mesmo assim, e apesar de as empresas de média e grande dimensão apresentarem investimentos de 1,7 por cento do volume de negócios em TI, "existem ainda muitas organizações que estão cautelosas relativamente às decisões de investimento em TI" graças às condições de mercado em que operam, onde existem prazos médios de recebimentos longos, rentabilidades diminutas e paybacks dilatados.



Nestes casos, a acomodação das empresas será o resultado esperado, ou seja, "vão continuar a rentabilizar a tecnologia que possuem, optando pela sua optimização, em vez de realizarem investimentos em grande escala".



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