Afastado da presidência executiva da empresa que fundou, Bill Gates não se livra de responder perante a justiça norte-americana num processo judicial que decorre em Salt Lake City nos Estados Unidos.

Foi esta manhã que o fundador da dona do Windows explicou as decisões tomadas há 16 anos atrás, quando a sua empresa lançou o Windows 95. O processo judicial é interposto pela Novell e arrasta-se na justiça desde 2004.


A empresa alega que na sequência das políticas ilegais da Microsoft e dos acordos que a fabricante estabeleceu com empresas de hardware para limitar a concorrência, acabou por ser obrigada a vender o WordPerfect com perdas de 1,2 mil milhões de dólares.


A Novell garante ainda que partiu de Bill Gates a ordem dada aos engenheiros da Microsoft para rejeitarem a integração do WordPerfect no Windows 95 como aplicação, com medo que o software fosse demasiado bom.


Com a decisão o WordPerfect caiu de uma quota de mercado de 50 por cento, para menos de 10 por cento, um trambolhão que favoreceu a Microsoft.


Bill Gates é a primeira testemunha de defesa da Microsoft a ser ouvida no âmbito do processo. O seu advogado explicou que o WordPerfect não foi incluído no Windows 95 porque Bill Gates teve receio que o produto bloqueasse o sistema operativo e já não houvesse tempo para resolver as incompatibilidades, a tempo de manter a data prevista de lançamento do SO.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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