Apesar de no ano de 2004 o Reino Unido ter efectuado 538 operações contra a pirataria, que se traduziram num valor aproximado de 6 milhões de euros e na detenção de 67 indivíduos, e das muitas campanhas de desincentivação ao uso de software pirata, um estudo elaborado por dois investigadores britânicos indica que as campanhas de sensibilização não estão a resultar.

A maioria dos inquiridos não encara o download de material protegido por direito de autor como um roubo, mas sim "inevitável, dadas as possibilidades que as novas tecnologias permitem". Um resultado mal recebido pela indústria de jogos, que diz ter um prejuízo anual de mais de 3 mil milhões de euros devido à prática pirata.

A maior parte das campanhas efectuadas centram-se nos prejuízos que este acto traz para a indústria, chegando a incutir a ideia que os consumidores estão a apoiar o crime organizado cada vez que compram um jogo ou DVD a alguém na rua. Porém, de acordo com o estudo, o software falsificado não é comprado a negociantes evasivos, mas sim aos conhecidos, seja no escritório, na cervejaria ou na escola.

Segundo o estudo, o facto de não se ter de pagar jogos é algo bastante atraente para os jovens, significando que passam a ter dinheiro para outras coisas. "Os jovens são consumidores tácticos," disse um psicólogo à BBC News. "O dinheiro poupado permite-lhes gastar mais em telemóveis, em idas ao cinema ou a comer fora".

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