A Direcção-geral para a Sociedade da Informação e Empresas publicou a versão final do plano de acção que deverá ser adoptado para 2003 e 2004, revelando as prioridades de investigação na área das tecnologias da informação prevista no Sexto Programa Quadro (FP6).



O documento explica o sentido da secção dedicada às tecnologias da informação no FP6, incluindo os objectivos do plano e o alcance da participação, ao mesmo tempo que fornece informação prática, como relativamente aos objectivos estratégicos das primeiras duas chamadas para apresentação de propostas e avaliação de critérios seleccionados, que acontecerão, respectivamente, a 17 de Dezembro e a 17 de Junho próximos.



Segundo informação disponibilizada no CORDIS, o plano de acção parte do principio de que as iniciativas se irão concentrar num conjunto limitado de objectivos estratégicos que, pela sua natureza, têm de ser conduzidas a nível europeu. Com a inserção das TIs no FP6 pretende-se assegurar a liderança europeia nessas tecnologias, de modo a fazer chegar as suas aplicações e serviços a todos os cidadãos e a facilitar a criação de uma área europeia em IST, explica a Comissão Europeia (CE).



O documento identifica também os principais desafios colocados a nível social e económico às tecnologias da informação na Europa e as consequentes formas para os ultrapassar. Para reunir a confiança dos utilizadores, explica-se no relatório, será necessário assegurar a segurança e privacidade e proteger os direitos de propriedade. O reforço da coesão social irá envolver a provisão de sistemas eficientes e fáceis de usar para áreas como a saúde, o ensino e a herança cultural.



No plano são delineados três objectivos específicos respeitantes à tecnologia, a saber o desenvolvimento de infra-estruturas de comunicação móveis, wireless, ópticas e de banda larga interoperáveis; o aumento da miniaturização de componentes micro-electrónicos e de micro-sistemas por forma a reduzir os custos e consumo de energia; e o desenvolvimento de interfaces de fácil utilização que interpretem sentidos humanos, como o discurso, a visão e o toque e que possam ao mesmo tempo compreender linguagens múltiplas.



A participação das pequenas e médias empresas nas iniciativas de investigação na área das TIs é descrita pela CE como essencial, dado o seu papel como promotores da inovação. Sob o anterior Programa Quadro, as PMEs estiveram envolvidas em mais de 70 por cento dos projectos. O novo plano de acção defende que a Comissão espera um nível de participação de PMEs idêntico ou superior, e considera que deverão ser tomadas acções específicas de modo a assegurar que os objectivos são atingidos.



Os objectivos estratégicos que serão incluídos na primeira fase de apresentação de propostas, que acontecerá já a 17 de Dezembro próximo, dividem-se em três temas: componentes de tecnologia, projectos para o sector dos sistemas integrados e aplicações sectoriais. Após seis meses, terá lugar a segunda chamada, que se orientará pelos mesmos temas.



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