Primeiro foi uma entrevista de Belmiro de Azevedo ao Jornal Público e à Rádio Renascença onde o presidente não executivo da Sonae dá a entender que o Governo está a travar a fusão entre a Zon e a Sonaecom, mas Joe Berardo, um dos accionistas da operadora de cabo, lembra que não é o Governo que decide e desafia a Sonae a lançar uma OPA.

A troca de argumentos entre as duas partes é mais um dos episódios da possível fusão entre as duas empresas, com negociações mais ou menos claras e vantagens reconhecidas pelo menos do lado da Sonaecom.

A questão volta a estar em cima da mesa com a entrevista de Belmiro de Azevedo que volta a referir a discriminação em relação à Sonaecom. “Continuamos a ser prejudicados em muitas decisões e, ainda neste momento, não está a prosseguir a discussão que há entre accionistas para voltarem a existir apenas três grandes operadores de telecomunicações, o que aumentaria a concorrência”, afirma.

Embora sem se referir directamente à Zon e à Sonaecom, o presidente não executivo do grupo confirma que acredita que a fusão seria a melhor solução pois permitiria mais concorrência, mas aponta a utilização de ‘hidden shares’, em vez de ‘golden shares’, que define com a utilização de acções dos amigos.

Em resposta à entrevista, Joe Berardo, que controla 5,63% da Zon, garante hoje ao Diário Económico que a decisão sobre a fusão não depende do Governo, mas dos accionistas da Zon. O investidor lembra que “é tudo uma questão de preço, uma vez que aos accionistas interessa a rentabilidade dos seus activos” e desafia a Sonae a lançar uma OPA, convencendo os accionistas da Zon dos benefícios desta operação.

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