Foi hoje dado início oficial à actividade do consórcio Almada Cidade Digital mediante a assinatura do contrato entre as entidades participantes neste organismo, que teve lugar ao fim da manhã no núcleo empresarial da zona antiga da cidade da margem sul de Lisboa, informou a agência Lusa.



Este consórcio ficará encarregue de executar até 2005 o projecto Almada Cidade Digital - no âmbito da iniciativa Cidades Digitais promovida pelo anterior governo -, cujo principal objectivo consiste em dotar o concelho de uma rede tecnológica de informação.



As entidades participantes no consórcio Almada Cidade Digital são a Câmara Municipal de Almada, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Associação Parque de Ciência e Tecnologia Almada/Setúbal - Madan Park, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento da localidade e a Agência de Desenvolvimento Local Nova Almada Velha.



Esta última entidade, que reúne a autarquia e a faculdade, ficará incumbida da gestão do projecto, que teve origem numa candidatura ao Programa Operacional Sociedade de Informação (POSI).



Envolvendo uma verba no valor de 8,5 milhões de euros, o projecto com o mesmo nome do consórcio será comparticipado em 80 por cento por fundos comunitários e do Estado, sendo o montante restante financiado pelas entidades locais parceiras. No documento de candidatura, prevê-se que alguns dos principais serviços camarários estejam digitalizados até 2005, facilitando assim o acesso rápido dos cidadãos à informação autárquica.



O projecto visa, deste modo, permitir que a médio prazo seja possível pagar a conta da água, obter licenças de construção, consultar o acervo de uma biblioteca ou de um museu através da Internet.


Entre o leque das acções previstas neste projecto, salientam-se a disponibilização de um sistema de visita, baseado em webcams, às principais ruas de circulação automóvel, a criação de espaços Internet e quiosques multimédia em locais público, como terminais de transportes, o hospital local ou as juntas de freguesia, bem como o desenvolvimento de um portal para a divulgação de iniciativas.



De forma a gerir melhor a actuação das forças de segurança pública em casos de emergência, os responsáveis pelo projecto pretendem ainda implementar a ligação em rede informática dos serviços de protecção civil, dos bombeiros, do hospital, da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR).



Aos empresários estabelecidos na localidade serão disponibilizadas informações sobre oportunidades de negócio e fóruns de debate, entre outras ferramentas e conteúdos. A longo prazo, o consórcio tenciona abrir o projecto a outros parceiros e disponibilizar aos utilizadores serviços adicionais.


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