A COTEC lança amanhã uma iniciativa vocacionada para as PMEs a que chamou Rede de PMEs Inovadoras COTEC. A iniciativa tem como objectivo reconhecer um grupo de empresas pela sua "atitude e actividades inovadoras", explicou Rui Guimarães, director geral da COTEC, em conferência de imprensa.



No encontro, que serviu para fazer o balanço dos dois primeiros anos de actividade da COTEC, os responsáveis detalharam que esta iniciativa terá como objectivo promover a cooperação entre as PMEs envolvidas e as associadas da COTEC, com o objectivo de trocar experiências e promover a inovação. Esta rede arranca com 24 empresas, admitidas pela comissão de acompanhamento da COTEC que é presidida por Belmiro de Azevedo.



O lançamento da iniciativa será feito amanhã no segundo encontro nacional de inovação promovido pela associação, um evento que acolhe também a entrega do Prémio Inovação, igualmente dirigido a PMEs.



Murteira Nabo, presidente da associação, explicou no evento que nos dois anos de vida da associação foi possível perceber a necessidade de promover uma maior aproximação às PMEs, que resultou na definição destas duas iniciativas para o plano de actividades de 2005.



Desse plano figura ainda a intenção de realizar um trabalho mais estreito com as duas outras COTECs europeias (italiana e espanhola). Reunidas num encontro no próximo dia 12 Maio, as três entidades pretendem estudar e discutir a possibilidade de cooperar e alinhar posições em áreas como o 7º Programa Quadro, Estratégia de Lisboa e cooperação a nível empresarial.



Em 2005, a associação vai ainda retomar iniciativas como a COHITEC e acções NDP (formação), que apoiam projectos de investigação. Em 2004 a iniciativa teve lugar no norte do país e este ano repete-se em Lisboa e numa nova edição a norte. Do ano passado migram ainda os esforços de apoio desenvolvimento do pólo de software do Minho, com objectivos de internacionalização e cooperação entre empresas. Do trabalho realizado em 2004 resultou já o apoio à internacionalização de alguns projectos.



A componente de estudos a que a COTEC se propôs estará também activa em 2005, com o arranque de um estudo, que pretende ser um contributo para a criação de um cluster português na área da biotecnologia.



Em Outubro deste ano deverão ficar concluídos os trabalhos da iniciativa estruturante sobre incêndios florestais que envolveu um conjunto de iniciativas de estudo e coordenação de esforços. De sublinhar que para 2005 a associação está a estudar novas iniciativas estruturantes que poderão visar as áreas do turismo e logística.



Sobre o novo governo e a estratégia para a inovação, os representantes da COTEC foram cautelosos admitindo, no entanto, a possibilidade de virem a estudar uma possível participação na Unidade de Missão para a Inovação, anunciada pelo governo de Sócrates.



Murteira Nabo deixou claro que para já a associação não sabe em que moldes irá ser criada esta unidade de Missão, mas admite que caso houvesse um convite por parte do governo para integrar a iniciativa seria um assunto a ponderar.



Os representantes sugeriram ainda algumas medidas ao novo governo que consideram chave para fomentar a inovação e induzir o choque tecnológico. António Carrapatoso lembrou que é urgente modernizar a administração e melhorar a capacidade do Estado de se organizar a si própria, uma afirmação corroborada por Belmiro de Azevedo que frisou as poupanças que os serviços públicos teriam capacidade para gerar caso houvesse uma liberalização completa das comunicações fixas e móveis.



Os responsáveis mencionaram ainda a importância de apostar numa regulação forte, a vários níveis, que torne a economia portuguesa mais competitiva, aumentando a concorrência entre os agentes.



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