A queixa deu entrada em Bruxelas na passada sexta-feira e acusa o serviço de vídeos da Google de estar a criar barreiras artificiais e ilegais no acesso ao mercado digital.



No centro da polémica está uma nova plataforma de streaming do YouTube, ainda por lançar mas já com existência confirmada pela Google. Para montar a oferta a empresa assinou já contratos com várias editoras, onde se incluem os gigantes desta indústria.



As editoras independentes garantem que as condições propostas às diferentes empresas para assegurar a representação dos seus artistas na nova plataforma são diferentes das propostas às grandes editoras.



Acusam ainda o YouTube de total inflexibilidade na negociação das condições e da ameaça de retirada de todos os vídeos dos artistas representados da plataforma original de vídeos.



Uma notícia da Billboard refere que nos Estados Unidos a congénere da Impala (A2IM) está a avançar com uma queixa idêntica junto da Comissão Federal do Comércio.



Se a queixa der origem a uma investigação e em última análise a uma condenação da empresa, isso pode traduzir-se numa multa até 500 milhões de dólares, já que a legislação europeia prevê sanções pecuniárias até 10% da receita anual da empresa.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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