A Comissão Europeia quer segurar os jovens formados e com competências na área das Tecnologias da Informação e Comunicação e para isso espera contar com a ajuda de grandes empresas tecnológicas como a Nokia, a SAP, a Alcatel-Lucent e a Randstad.

O organismo europeu pede ainda a atenção de governos, parceiros sociais e responsáveis pela área do ensino para ajudar os jovens a entrarem nas "carreiras digitais" ou a criarem os seus próprios trabalhos de empreendedores.

Em comunicado a CE considera que existem 700 mil trabalhos em toda a Europa relacionados com a área das TIC que estão livres para serem ocupados. Este "buraco" está a minar a competitividade europeia já que o número de formados na área das TIC está a diminuir e muitas das vezes acabam por ser recrutados por empresas fora da UE.

"O sector das TIC é a nova espinha dorsal da economia europeia, e juntos conseguimos prevenir a perda de uma geração e uma Europa não competitiva. Por isso estou a contar com promessas concretas por parte das empresas", reiterou a vice-presidente da CE, Neelie Kroes.

A entidade está recetiva a propostas de trabalho, estágios, lugares de especialização, fundos de start-ups e cursos universitários online gratuitos. Todas as propostas vão ser compiladas e apresentadas durante uma conferência que terá lugar no início de março e que tem o nome de Grande Coligação para as Competências e Trabalhos Digitais.

Outro dos aspetos onde a CE vai focar as atenções é mobilidade das competências, no sentido de permitir que as pessoas, mesmo desempregadas, tenham acesso a cursos de inglês e certificados de competências. A iniciativa vai ser aplicada através de uma plataforma de eCompetence que vai estar disponível em português e nas restantes línguas oficiais da UE.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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